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Hackers usam DeepSeek via Telegram para automatizar ataques contra mais de 460 alvos

Campanha utiliza chatbot baseado em IA para acelerar invasões, gerar códigos maliciosos e coordenar ataques contra empresas e órgãos públicos

Pesquisadores de segurança identificaram uma campanha cibernética em que criminosos utilizam uma versão do modelo de inteligência artificial DeepSeek, integrada ao Telegram, para automatizar ataques contra mais de 460 organizações em diferentes países. A operação demonstra como modelos de IA generativa estão sendo adaptados para acelerar atividades maliciosas e aumentar a escala das invasões.

Segundo a investigação, os operadores utilizam o chatbot para auxiliar na criação de códigos maliciosos, automatizar etapas de reconhecimento de alvos, gerar mensagens de phishing e produzir scripts personalizados para exploração de vulnerabilidades. A integração com o Telegram permite que os criminosos controlem a operação remotamente e distribuam tarefas para diferentes membros da campanha.

Os pesquisadores apontam que os alvos incluem empresas privadas, instituições governamentais e organizações de diversos setores, escolhidas por seu potencial econômico ou pelo acesso a informações estratégicas. Em muitos casos, a IA é utilizada para adaptar rapidamente os ataques conforme as respostas obtidas durante a tentativa de invasão, reduzindo o tempo necessário para preparar novas ofensivas.

Embora ferramentas de inteligência artificial possam ser empregadas para fortalecer a defesa cibernética, especialistas alertam que grupos criminosos vêm explorando esses modelos para aumentar a eficiência de campanhas de engenharia social, criação de malware e automação de ataques. Isso torna as ofensivas mais rápidas, personalizadas e difíceis de detectar por mecanismos tradicionais de segurança.

Como medidas de proteção, especialistas recomendam manter sistemas atualizados, utilizar autenticação multifator (MFA), monitorar atividades incomuns em contas corporativas, adotar soluções de detecção de ameaças baseadas em comportamento e reforçar o treinamento de usuários contra golpes de phishing. Também é importante acompanhar indicadores de comprometimento divulgados por fornecedores de segurança para identificar rapidamente possíveis tentativas de ataque.

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