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Meta realoca funcionários para projetos de IA antes de nova rodada de demissões

Empresa reorganiza equipes internas para acelerar desenvolvimento de inteligência artificial e reduzir custos operacionais

A Meta iniciou uma ampla reorganização interna voltada à inteligência artificial, transferindo milhares de funcionários para novas áreas estratégicas de IA antes de promover cortes adicionais na empresa. A medida faz parte da estratégia de Mark Zuckerberg para acelerar o desenvolvimento de agentes autônomos, automação e infraestrutura avançada de IA.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, cerca de 7 mil funcionários serão realocados para iniciativas focadas em inteligência artificial, enquanto a companhia mantém o plano de demitir aproximadamente 8 mil trabalhadores — cerca de 10% da força global da empresa.

Os profissionais transferidos passarão a atuar em setores como Engenharia de IA Aplicada, desenvolvimento de agentes inteligentes e análise de produtividade automatizada. A Meta também vem reduzindo contratações tradicionais para concentrar investimentos em infraestrutura de IA, data centers e chips de alto desempenho.

De acordo com relatórios recentes, a companhia elevou sua previsão de investimentos em inteligência artificial e infraestrutura digital para algo entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões em 2026. O movimento acompanha uma tendência observada em outras big techs, como Microsoft e Amazon, que também vêm promovendo reestruturações internas para financiar projetos ligados à IA.

Especialistas apontam que o setor de tecnologia vive uma transformação estrutural impulsionada pela automação. Dados divulgados por plataformas de monitoramento de layoffs indicam que mais de 92 mil profissionais de tecnologia já foram desligados em 2026 em diferentes empresas globais.

Analistas da consultoria Forrester alertam, porém, que muitas empresas ainda utilizam a IA mais como justificativa financeira para cortes de custos do que como substituição real da força de trabalho. Segundo o estudo, “nove em cada dez” companhias que atribuem demissões à IA ainda não possuem sistemas maduros capazes de substituir integralmente funções humanas.

Mesmo com os cortes, a Meta segue ampliando sua aposta em inteligência artificial generativa, realidade aumentada e automação de plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp. A companhia considera a IA o principal eixo de crescimento para a próxima década.

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