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Irã ameaça cabos submarinos e acende alerta sobre risco à internet global

Tensão no Estreito de Ormuz preocupa governos e empresas por possível impacto em bancos, nuvem, IA e serviços digitais no mundo todo

As recentes ameaças do Irã envolvendo cabos submarinos no Estreito de Ormuz elevaram o alerta internacional sobre a segurança da infraestrutura que sustenta a internet global. Autoridades iranianas discutem medidas para cobrar taxas de grandes empresas de tecnologia pelo uso dos cabos instalados na região, enquanto veículos ligados ao governo chegaram a sugerir possíveis interrupções no tráfego de dados.

O Estreito de Ormuz é uma das áreas mais estratégicas do planeta, não apenas pelo transporte de petróleo e gás, mas também pela passagem de importantes cabos submarinos que conectam Europa, Ásia e Oriente Médio. Especialistas alertam que qualquer dano ou sabotagem poderia afetar sistemas bancários, serviços em nuvem, inteligência artificial, videoconferências, streaming, jogos online e comunicações militares.

Segundo a CNN, parlamentares iranianos discutem um plano para taxar empresas como Google, Microsoft, Meta e Amazon pela utilização dos cabos submarinos na região. O porta-voz militar iraniano Ebrahim Zolfaghari afirmou que o país poderia impor cobranças sobre a infraestrutura digital instalada no estreito.

Especialistas em segurança internacional afirmam que o risco vai além de uma disputa econômica. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica possui submarinos leves, drones subaquáticos e mergulhadores militares capazes de operar em áreas marítimas estratégicas. Analistas classificam uma eventual sabotagem como potencial “catástrofe digital” com efeitos em cascata sobre vários continentes.

O tema reacende debates globais sobre vulnerabilidade dos cabos submarinos, responsáveis por cerca de 95% a 99% do tráfego mundial de internet. Nos últimos meses, países europeus também reforçaram monitoramento marítimo após incidentes envolvendo danos suspeitos a cabos no Mar Báltico e proximidades das Ilhas Canárias.

Além da segurança física, cresce a preocupação internacional com soberania digital e dependência de rotas estratégicas de comunicação. Projetos como o cabo submarino EllaLink, que conecta diretamente Brasil e Europa sem passar pelos Estados Unidos, já haviam surgido justamente para reduzir riscos geopolíticos e ampliar autonomia de dados.

Especialistas afirmam que futuras disputas internacionais poderão mirar cada vez mais infraestruturas invisíveis da internet, incluindo cabos submarinos, data centers, satélites e redes de inteligência artificial distribuída.

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