
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 50 milhões para a Eletronet ampliar sua rede de fibra óptica e infraestrutura de edge data centers no país. Os recursos são provenientes do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) e serão destinados à compra de equipamentos e cabos de telecomunicações fabricados no Brasil.
A Eletronet, empresa do grupo Axia Energia, opera atualmente um backbone óptico de aproximadamente 18 mil quilômetros em 18 estados brasileiros, além de dezenas de edge data centers. Com o novo investimento, a companhia projeta alcançar 26 mil quilômetros de rede e 255 edge data centers distribuídos em 23 estados até o fim de 2026.
A expansão inclui a chegada da infraestrutura a novos mercados como Pará, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre e Rondônia, além do reforço das rotas já existentes em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Maranhão e Paraíba.
Segundo o Ministério das Comunicações, o objetivo é melhorar a qualidade da internet, reduzir falhas e ampliar a capacidade de serviços digitais em regiões afastadas. A modernização deve impactar diretamente aplicações como streaming, videoconferências, ensino remoto, computação em nuvem e inteligência artificial.
A infraestrutura da Eletronet utiliza cabos OPGW instalados junto às linhas de transmissão de energia elétrica, tecnologia que aproveita torres de alta tensão para expandir redes de fibra óptica com maior estabilidade e redundância operacional.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o apoio ao setor de telecomunicações fortalece a inovação tecnológica e amplia o acesso à internet de alta velocidade no país. Já o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou que o investimento busca aumentar a autonomia tecnológica brasileira e fortalecer a indústria nacional de telecomunicações.
A Eletronet também afirma que os novos aportes ajudarão a empresa a acompanhar o crescimento da demanda por infraestrutura digital impulsionada pela expansão da inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT), computação em nuvem e novos data centers no Brasil.



