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Hackers russos exploram falha no Microsoft OWA para manter acesso a e-mails após troca de senha

Campanha de espionagem usa vulnerabilidade no Outlook Web Access para preservar acesso às caixas de correio mesmo após redefinição de credenciais

Pesquisadores da Proofpoint identificaram uma campanha de espionagem cibernética conduzida por um grupo ligado à Rússia que explora uma vulnerabilidade no Microsoft Outlook Web Access (OWA) para manter acesso às caixas de e-mail das vítimas mesmo após a troca de senhas. A atividade foi atribuída ao grupo TA488, também conhecido como Void Blizzard ou Laundry Bear.

De acordo com a pesquisa, os ataques começaram em 22 de julho de 2026 e têm como alvo organizações governamentais e empresas dos setores de telecomunicações, financeiro, hotelaria e aeroespacial nos Estados Unidos e na Europa.

Os invasores exploram a vulnerabilidade CVE-2026-42897, que permite a execução de código JavaScript no contexto da sessão do usuário no OWA. A exploração pode ocorrer quando a vítima apenas abre um e-mail especialmente preparado, sem necessidade de clicar em links ou baixar anexos, possibilitando o sequestro da sessão autenticada.

Mesmo após a redefinição da senha, os criminosos conseguem manter acesso às caixas de correio por meio da persistência da sessão comprometida. Isso dificulta a remoção do invasor caso a organização adote apenas a troca de credenciais como medida de contenção. Especialistas alertam que, nesses casos, é fundamental também revogar todos os tokens e encerrar as sessões ativas dos usuários afetados.

A Microsoft já disponibilizou correções para a falha e recomenda que clientes atualizem imediatamente os servidores afetados. Além da aplicação dos patches, especialistas orientam monitorar logs de autenticação, revisar acessos suspeitos às caixas de correio e verificar possíveis atividades anômalas após qualquer indício de comprometimento.

O caso reforça a crescente sofisticação das campanhas de espionagem patrocinadas por Estados, que vêm combinando vulnerabilidades inéditas com técnicas de persistência capazes de contornar procedimentos tradicionais de resposta a incidentes, aumentando o tempo de permanência dos invasores nos ambientes comprometidos.

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