
Um novo relatório sobre cibersegurança revelou que 73% das empresas reconhecem não estar preparadas para enfrentar um grande ataque cibernético, evidenciando a preocupação crescente das organizações diante do aumento da sofisticação das ameaças digitais.
O estudo mostra que, apesar do crescimento dos investimentos em segurança da informação, muitas empresas ainda apresentam falhas em áreas essenciais como planos de resposta a incidentes, gestão de vulnerabilidades, proteção contra ransomware, treinamento de colaboradores e monitoramento contínuo da infraestrutura.
Entre os principais desafios apontados pelas organizações estão a dificuldade para identificar ataques em tempo real, a escassez de profissionais especializados em cibersegurança e a crescente complexidade dos ambientes híbridos, que combinam serviços em nuvem, infraestrutura local e dispositivos conectados.
Segundo o levantamento, ataques de ransomware, phishing, exploração de vulnerabilidades e comprometimento de credenciais continuam entre as maiores preocupações dos executivos. O uso crescente de inteligência artificial por criminosos também aparece como um fator que amplia a velocidade e a sofisticação das campanhas maliciosas.
Especialistas alertam que a preparação para incidentes não depende apenas da adoção de ferramentas tecnológicas. A existência de processos bem definidos, equipes treinadas, simulações periódicas e planos de recuperação é considerada fundamental para reduzir impactos financeiros e operacionais em caso de invasão.
O relatório conclui que fortalecer a resiliência cibernética tornou-se prioridade estratégica para empresas de todos os portes. Organizações que investem continuamente em prevenção, monitoramento e resposta a incidentes tendem a reduzir significativamente o tempo de recuperação e os prejuízos causados por ataques de grande escala.



