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Estágio de foguete da SpaceX deve colidir com a Lua e impacto poderá ser observado da Terra

Objeto perdido desde 2015 atingirá a superfície lunar em alta velocidade, formando uma nova cratera e um clarão que poderá ser registrado por telescópios

Um estágio de foguete da SpaceX, que permaneceu vagando pelo espaço por anos após uma missão fracassada, está em rota de colisão com a Lua. Segundo astrônomos, o impacto deverá ocorrer no lado visível do satélite natural, criando uma nova cratera e produzindo um clarão que poderá ser observado por telescópios instalados na Terra.

O objeto é identificado como o segundo estágio de um foguete Falcon 9, lançado em 2015 durante a missão DSCOVR, destinada a colocar em órbita um satélite de monitoramento climático. Após cumprir sua função, o estágio não possuía combustível suficiente para retornar à Terra nem para escapar completamente da influência gravitacional do sistema Terra-Lua. Desde então, permaneceu em uma órbita caótica pelo espaço profundo até que cálculos recentes apontaram a colisão inevitável com a superfície lunar.

Os especialistas estimam que o impacto ocorrerá a uma velocidade de aproximadamente 9 mil quilômetros por hora, liberando energia suficiente para abrir uma cratera de dezenas de metros de diâmetro. Além da cratera, a colisão deverá lançar uma nuvem de poeira e detritos sobre a superfície da Lua, permitindo que observatórios acompanhem o evento e estudem o comportamento do regolito lunar.

Embora manchetes descrevam o equipamento como um “foguete perdido”, os astrônomos explicam que se trata de lixo espacial conhecido e monitorado há anos. Objetos desse tipo são rastreados continuamente por instituições especializadas, que calculam suas trajetórias e eventuais riscos de colisão com outros corpos celestes.

O impacto não representa qualquer ameaça para a Terra nem altera a órbita da Lua. A massa do estágio é extremamente pequena quando comparada à do satélite natural, tornando seus efeitos limitados ao ponto de colisão. O evento, porém, desperta interesse científico por oferecer uma oportunidade rara de observar em tempo real a formação de uma cratera causada por um objeto de origem humana.

Astrônomos afirmam que o clarão produzido pelo choque poderá ser registrado por telescópios de médio e grande porte, especialmente se as condições atmosféricas forem favoráveis. A observação permitirá comparar modelos de impactos lunares e contribuir para estudos sobre a evolução da superfície da Lua, além de fornecer informações úteis para futuras missões de exploração espacial.

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