
A produção de alumínio no Brasil registrou um crescimento de 8,5% e alcançou seu maior patamar desde 2013, segundo dados divulgados pelo setor. O resultado reflete a recuperação da indústria nacional, impulsionada pelo aumento da demanda interna, investimentos em modernização e maior utilização da capacidade instalada.
O avanço fortalece a posição do Brasil como um dos principais produtores de alumínio das Américas e ocorre em um momento de aquecimento de setores que dependem do metal, como construção civil, indústria automotiva, embalagens, infraestrutura e energia.
Especialistas apontam que o desempenho também está relacionado à retomada de operações industriais, ganhos de eficiência e ao cenário favorável para exportações. O alumínio brasileiro é utilizado tanto no mercado interno quanto em diversos países, contribuindo para a balança comercial do setor mineral e metalúrgico.
Além de sua importância econômica, o alumínio é considerado um material estratégico para a transição energética. Por ser leve, resistente e altamente reciclável, o metal tem sido cada vez mais utilizado na fabricação de veículos elétricos, equipamentos de geração de energia renovável e soluções voltadas à economia de baixo carbono.
Representantes da indústria destacam que a continuidade desse crescimento dependerá de fatores como competitividade, custos de energia elétrica — um dos principais insumos da produção de alumínio — e da manutenção de investimentos em inovação e sustentabilidade.
Com o melhor resultado em mais de uma década, o setor projeta perspectivas positivas para os próximos anos, impulsionado pelo aumento da demanda global por materiais recicláveis e pelo fortalecimento das cadeias industriais ligadas à transição energética.



