
A Confederação Nacional da Indústria (CNI), em conjunto com a Amcham e a U.S. Chamber, divulgou uma carta conjunta direcionada a autoridades do Brasil e dos Estados Unidos. O principal objetivo do documento é defender a relação comercial estratégica entre as duas nações e propor uma agenda de negociação estruturada para evitar a aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros.
A manifestação empresarial ocorre em um cenário de intensificação do diálogo bilateral, após a reunião entre os presidentes dos dois países em maio de 2026, e em meio a uma investigação em curso no âmbito da Seção 301 da legislação americana. A carta foi enviada aos ministros brasileiros Marcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e Mauro Vieira (Relações Exteriores), além dos representantes americanos Jamieson Greer (Comércio) e Marco Rubio (secretário de Estado).
Proposta de diálogo dividido em duas fases
Para mitigar os impactos comerciais e fortalecer a confiança mútua entre as duas economias, as instituições sugerem dividir as negociações em ações de curto e longo prazo:
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Prioridade Imediata (Curto Prazo): Encontrar uma solução para a investigação da Seção 301 que evite a imposição de novas tarifas ao Brasil. Neste bloco, as entidades pedem foco em temas de alto impacto, como maior acesso a mercados para insumos industriais, bens de capital e infraestrutura voltada à Inteligência Artificial e data centers.
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Cooperação Regulatória e Propriedade Intelectual: A proposta foca na facilitação de acesso a mercados nos setores automotivo, de dispositivos médicos e farmacêutico, além de requerer mais agilidade no exame de patentes e o combate contínuo à pirataria no Brasil.
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Minerais Críticos e Tecnologia: O documento sugere cooperação bilateral no mapeamento geológico, pesquisa e investimentos para o processamento de minerais críticos, além de defender a extensão da moratória da OMC sobre impostos de importação para transmissões eletrônicas.
A longo prazo, as representantes do setor privado sugerem ampliar as discussões para temas estruturais, visando garantir a resiliência das cadeias de suprimentos globais, a facilitação do comércio exterior e a segurança alimentar e energética entre os dois países.



