
As exportações de carne bovina do Paraguai registraram uma queda de 40% em 2026, segundo dados divulgados pelo setor. O recuo é atribuído principalmente às restrições impostas por alguns mercados internacionais após a confirmação de focos de febre aftosa, reduzindo significativamente os embarques e afetando uma das principais atividades econômicas do país.
A retração representa um dos momentos mais desafiadores para a pecuária paraguaia nos últimos anos, já que a carne bovina figura entre os principais produtos da pauta de exportações nacional.
Suspensão de mercados pesa sobre o setor
A redução das exportações ocorreu após importantes parceiros comerciais suspenderem temporariamente a importação da carne paraguaia por questões sanitárias.
Com menos destinos disponíveis, frigoríficos enfrentaram dificuldades para manter o ritmo de embarques, enquanto produtores passaram a conviver com maior oferta de animais no mercado interno e pressão sobre os preços.
Impacto econômico é significativo
A carne bovina representa uma parcela importante da receita de exportações do Paraguai, e a queda nas vendas externas afeta diretamente produtores rurais, frigoríficos, transportadoras e outros segmentos ligados ao agronegócio.
Além da redução na entrada de divisas, o cenário pode influenciar investimentos no setor e comprometer o desempenho econômico do país ao longo do ano.
Autoridades trabalham para recuperar mercados
O governo paraguaio e representantes da cadeia produtiva intensificaram ações para reforçar os controles sanitários e demonstrar aos parceiros comerciais que o sistema de vigilância permanece confiável.
A expectativa é restabelecer gradualmente a confiança dos importadores e negociar a reabertura dos mercados suspensos, reduzindo os impactos sobre a pecuária nacional.
Setor acompanha evolução das negociações
Especialistas avaliam que a velocidade da recuperação dependerá da evolução do cenário sanitário e das decisões dos países compradores.
Caso as restrições sejam flexibilizadas nos próximos meses, o Paraguai poderá recuperar parte das exportações ainda em 2026. Até lá, produtores e frigoríficos seguem monitorando as negociações internacionais e buscando alternativas para minimizar os efeitos da queda nas vendas externas.



