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Uso do Wi-Fi em 6 GHz ainda é quase inexistente no Brasil e na América Latina

Mesmo com a faixa liberada para tecnologias mais avançadas, adoção do Wi-Fi 6E e Wi-Fi 7 segue em estágio inicial na região.

Apesar dos avanços regulatórios e da disponibilidade da faixa de 6 GHz para aplicações Wi-Fi em diversos países, a utilização dessa frequência ainda é extremamente baixa no Brasil e na América Latina. Dados recentes do setor indicam que apenas 0,1% das conexões analisadas utilizam tecnologias compatíveis com a nova faixa, evidenciando que a adoção do Wi-Fi 6E e do Wi-Fi 7 ainda está longe de se tornar realidade para a maioria dos usuários.

A faixa de 6 GHz é considerada estratégica para a evolução das redes sem fio por oferecer mais espectro disponível, menor interferência e suporte a velocidades superiores. Essas características permitem melhorar a experiência em aplicações que exigem alto desempenho, como streaming em alta resolução, jogos online, realidade virtual, inteligência artificial e ambientes corporativos com grande número de dispositivos conectados.

Entretanto, a baixa adoção não está relacionada apenas à disponibilidade do espectro. Um dos principais fatores é a limitada presença de equipamentos compatíveis no mercado. Roteadores Wi-Fi 6E e Wi-Fi 7 ainda possuem custo elevado para grande parte dos consumidores, enquanto muitos smartphones, notebooks e dispositivos conectados continuam operando exclusivamente nas faixas de 2,4 GHz e 5 GHz.

Outro desafio envolve a própria regulamentação. Embora parte da faixa já esteja liberada para uso Wi-Fi, ainda existem discussões sobre a destinação completa do espectro e sobre regras para aplicações externas de maior potência, o que influencia investimentos de fabricantes, provedores e operadoras.

Especialistas avaliam que a situação deve mudar gradualmente nos próximos anos. A expansão dos dispositivos compatíveis, a redução dos custos dos equipamentos e o crescimento da demanda por conexões mais rápidas tendem a impulsionar a adoção da faixa de 6 GHz. Além disso, a chegada de novas aplicações baseadas em inteligência artificial e computação em nuvem deve aumentar a necessidade de redes sem fio mais eficientes.

Mesmo representando atualmente uma parcela mínima das conexões, o Wi-Fi em 6 GHz é visto como uma peça fundamental para a próxima geração de conectividade sem fio. O desafio do mercado agora é transformar o potencial tecnológico da faixa em adoção efetiva por consumidores, empresas e provedores de internet.

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