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Cirurgia robótica passa a ter cobertura obrigatória nos planos de saúde

ANS aprova primeira cirurgia assistida por robô no rol obrigatório e amplia acesso ao tratamento de câncer de próstata

A Agência Nacional de Saúde Suplementar aprovou a inclusão da primeira cirurgia robótica na cobertura obrigatória dos planos de saúde no Brasil. A medida contempla a prostatectomia radical assistida por robô, procedimento utilizado no tratamento do câncer de próstata, e passa a valer oficialmente a partir de abril de 2026.

A decisão representa um marco para a saúde suplementar brasileira e amplia o acesso a uma das tecnologias cirúrgicas mais avançadas disponíveis atualmente. A técnica robótica permite maior precisão durante o procedimento, reduz sangramentos, diminui o tempo de internação e melhora a recuperação funcional dos pacientes em comparação às cirurgias tradicionais.

Segundo a ANS, a incorporação da tecnologia segue recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS, publicada em outubro de 2025. Pela legislação atual, procedimentos aprovados para o Sistema Único de Saúde também devem ser avaliados para inclusão na saúde suplementar.

O câncer de próstata é atualmente o tumor mais frequente entre homens brasileiros, desconsiderando casos de câncer de pele não melanoma. Dados do Instituto Nacional de Câncer apontam que o país registra mais de 70 mil novos casos da doença por ano.

Especialistas destacam que a cirurgia robótica oferece benefícios importantes, como menor risco de complicações, redução da perda sanguínea e preservação mais eficiente de funções urinárias e sexuais após o tratamento.

Apesar do avanço, o setor ainda enfrenta desafios relacionados à distribuição da tecnologia no país. Atualmente, a maior parte das plataformas robóticas está concentrada nas regiões Sul e Sudeste, o que pode dificultar o acesso em áreas mais afastadas dos grandes centros urbanos.

A inclusão do procedimento no rol obrigatório também deve aumentar investimentos hospitalares em infraestrutura robótica e acelerar a modernização da medicina privada brasileira.

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