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Satélite direto ao celular já chega a 17 países, enquanto Brasil ainda testa tecnologia

Conectividade via satélite para smartphones avança globalmente com liderança da Starlink e expectativa de expansão no mercado brasileiro

A tecnologia de conexão direta entre satélites e celulares já está disponível comercialmente em 17 países, segundo relatório divulgado pela Global Mobile Suppliers Association (GSA). Enquanto o serviço avança rapidamente no exterior, o Brasil ainda permanece em fase de testes, avaliações regulatórias e negociações entre operadoras e empresas de satélite.

O levantamento aponta que existem atualmente 21 parcerias comerciais ativas para serviços “satellite-to-cellphone”, tecnologia que permite conectar smartphones comuns diretamente a satélites sem necessidade de antenas externas. Outras 73 iniciativas ainda estão em fase de planejamento ao redor do mundo.

No Brasil, operadoras como TIM, Claro e Vivo acompanham o desenvolvimento do mercado. A TIM mantém parceria com a AST SpaceMobile para testes de cobertura D2D (Direct-to-Device), enquanto a Claro negocia possibilidades comerciais com a Starlink. A Vivo, por sua vez, ainda não possui uma oferta ativa desse tipo no país.

A Starlink lidera atualmente o setor global de conectividade via satélite para celulares, acumulando 96 acordos públicos com operadoras até abril de 2026. A AST SpaceMobile aparece em segundo lugar, com 44 parcerias, seguida por Amazon Leo, Eutelsat OneWeb e Lynk.

A Agência Nacional de Telecomunicações já acompanha testes da tecnologia no Brasil. Em 2025, a Anatel participou de demonstrações em Brasília envolvendo conexão direta entre celulares e satélites utilizando banda L, considerada estratégica para ampliar cobertura em regiões remotas e aplicações de Internet das Coisas (IoT).

Especialistas apontam que o avanço da tecnologia pode reduzir drasticamente áreas sem cobertura móvel no país, principalmente em regiões rurais, rodovias e áreas isoladas da Amazônia. O movimento também aumenta a disputa no setor de internet via satélite, atualmente dominado pela Starlink no mercado brasileiro.

Apesar do avanço internacional, a implementação comercial no Brasil ainda depende de definições regulatórias, acordos entre operadoras e testes técnicos para garantir estabilidade e integração com as redes móveis tradicionais.

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