
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não pretende utilizar inteligência artificial em sua campanha eleitoral e declarou apoio às restrições do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o uso da tecnologia nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante um evento do programa Minha Casa, Minha Vida em Camaçari, na Bahia.
Segundo Lula, a IA pode ser usada para manipular imagens, vozes e discursos, criando conteúdos falsos capazes de enganar eleitores. O presidente elogiou a proposta do presidente do TSE, ministro Nunes Marques, de limitar o uso da tecnologia próximo ao período da votação.
Durante o discurso, Lula afirmou que eleições devem ser decididas por candidatos “de carne e osso” e não por conteúdos artificiais produzidos por algoritmos. Ele também disse que a inteligência artificial pode beneficiar áreas como saúde, educação e ciência, mas considera perigoso seu uso político sem regulamentação adequada.
As novas regras do TSE para 2026 incluem restrições ao uso de deepfakes e conteúdos gerados por IA em períodos próximos à votação, além de limitações para impulsionamento automatizado em plataformas digitais. Especialistas afirmam que a preocupação cresce diante do avanço das ferramentas capazes de simular rostos, vozes e falas com alto nível de realismo.
O debate sobre inteligência artificial nas campanhas ganhou força nos últimos meses com o aumento do uso de IA por partidos e pré-candidatos para segmentação de mensagens, monitoramento de redes sociais e criação de conteúdos personalizados para eleitores.



