
A Coreia do Sul começou a utilizar trabalhadores de hotéis para treinar robôs humanoides equipados com inteligência artificial. O projeto usa câmeras instaladas nas mãos, cabeça e corpo de funcionários para registrar movimentos humanos com precisão e ensinar máquinas a reproduzirem tarefas do cotidiano.
A iniciativa é liderada pela startup sul-coreana RLWRLD, que coleta dados detalhados de atividades como dobrar guardanapos, organizar mesas, limpar copos e separar utensílios em hotéis de luxo em Seul. As informações capturam posição dos dedos, força aplicada e movimentos das articulações para treinar mãos robóticas com cinco dedos.
Segundo a empresa, os robôs ainda são mais lentos que humanos. Atualmente, uma máquina levaria várias horas para realizar tarefas que um funcionário de hotel conclui em cerca de 40 minutos. Mesmo assim, a RLWRLD acredita que a evolução da IA e do hardware permitirá aplicações industriais já até 2028.
O projeto faz parte da estratégia da Coreia do Sul para avançar na chamada “IA física”, área voltada para robôs capazes de compreender e agir em ambientes reais. O governo sul-coreano anunciou investimentos milionários para transformar conhecimento humano em dados usados no treinamento de sistemas robóticos inteligentes.
Grandes empresas do país também aceleram seus projetos de automação. A Hyundai pretende implementar robôs humanoides da Boston Dynamics em fábricas a partir de 2028, enquanto a Samsung quer criar linhas de produção totalmente impulsionadas por IA até 2030.
Especialistas afirmam que a tecnologia pode revolucionar setores como hotelaria, logística e indústria, mas sindicatos já demonstram preocupação com possíveis impactos no mercado de trabalho e substituição de funções humanas.



