
O NASA passou por uma situação incomum em Marte após o rover Curiosity ficar com uma grande rocha presa em seu braço robótico durante uma operação de perfuração no planeta vermelho.
O incidente aconteceu no fim de abril de 2026, enquanto o Curiosity realizava análises geológicas em uma rocha apelidada de “Atacama”, localizada na região do Monte Sharp, dentro da Cratera Gale.
Segundo a NASA, o rover perfurou normalmente a superfície da rocha para coletar amostras, mas, ao recolher o braço robótico, acabou arrancando toda a pedra do solo marciano. Em vez de se fragmentar durante a perfuração, a rocha permaneceu presa ao sistema do equipamento.
A pedra tinha aproximadamente 46 centímetros de largura, 15 centímetros de espessura e pesava cerca de 13 quilos — um tamanho considerável para ficar pendurado no braço do rover.
O caso foi descrito pela NASA como algo inédito em mais de 13 anos de operação do Curiosity em Marte.
Durante quase seis dias, engenheiros tentaram diferentes estratégias para soltar a rocha sem danificar o braço robótico ou o sistema de perfuração do veículo espacial. Entre as tentativas estavam vibrações do perfurador, mudanças de inclinação do braço e rotações controladas do equipamento.
As primeiras tentativas não funcionaram completamente, liberando apenas pequenos fragmentos da pedra. A solução definitiva veio em 1º de maio, quando uma combinação de inclinação, rotação e vibração conseguiu desprender a rocha do braço do Curiosity.
Após cair novamente na superfície marciana, a pedra se partiu em diversos pedaços. Apesar do susto, o rover não sofreu danos estruturais e retomou normalmente sua missão científica.
A NASA divulgou imagens e vídeos do momento em que o rover tenta “sacudir” a pedra presa, transformando o incidente em uma das situações mais curiosas já registradas pela missão.
O Curiosity pousou em Marte em 2012 e continua explorando a superfície do planeta em busca de evidências sobre o passado habitável marciano. Ao longo da missão, o rover já encontrou moléculas orgânicas, minerais formados por água e estruturas geológicas consideradas importantes para entender se Marte já teve condições favoráveis à vida microbiana.
Mesmo após mais de uma década enfrentando poeira extrema, temperaturas severas e terrenos altamente abrasivos, o incidente mostrou que até uma única pedra pode representar um desafio inesperado para um dos robôs mais avançados já enviados ao espaço.



