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Anatel amplia áreas locais da telefonia fixa e muda regras de chamadas entre cidades com mesmo DDD

Mudança reduz áreas tarifárias de 4.118 para 67 e transforma ligações entre municípios do mesmo DDD em chamadas locais

A Anatel está ampliando as novas áreas locais da telefonia fixa em mais estados brasileiros durante maio de 2026, dando continuidade à reformulação nacional das regras do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC).

A mudança faz parte da implementação da Resolução nº 768/2024, que reduz o número de áreas locais da telefonia fixa de 4.118 para apenas 67 áreas — uma para cada código DDD existente no país.

Na prática, isso significa que chamadas entre telefones fixos localizados em cidades diferentes, mas dentro do mesmo DDD, deixam de ser consideradas ligações de longa distância e passam a ser tarifadas como chamadas locais.

Segundo a Anatel, a mudança busca simplificar as regras da telefonia fixa, harmonizar o serviço com a lógica já usada na telefonia móvel e potencialmente reduzir custos para consumidores e empresas.

Em maio, a nova regra começou a valer em duas etapas. Desde 10 de maio de 2026, a atualização passou a atender os DDDs 21, 22, 24, 27 e 28, abrangendo os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Já em 31 de maio, a mudança será expandida para os DDDs 61, 62, 63, 64, 65, 66, 67, 68 e 69, alcançando Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins.

Com a nova estrutura, usuários de telefone fixo dentro do mesmo DDD precisarão discar apenas o número do destino, sem necessidade de utilizar código de operadora ou prefixo de longa distância.

A Anatel afirma que a reformulação moderniza o modelo de telefonia fixa brasileiro e prepara o setor para futuras mudanças envolvendo convergência entre telefonia e serviços de banda larga.

A implementação está sendo feita de forma gradual desde janeiro de 2026 para permitir adaptação técnica das operadoras e reduzir riscos operacionais. O cronograma já contemplou estados das regiões Nordeste, Sul e Sudeste ao longo dos últimos meses.

Especialistas avaliam que a mudança pode acelerar ainda mais a migração do mercado para soluções VoIP, telefonia IP e plataformas integradas de comunicação corporativa, especialmente em regiões antes impactadas por custos de interurbano entre cidades próximas.

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