
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciou uma nova etapa da modernização da telefonia fixa no Brasil e ampliará, ao longo de maio de 2026, as chamadas locais entre cidades que utilizam o mesmo DDD. Com a mudança, ligações feitas entre telefones fixos dentro da mesma área de código deixarão de ser consideradas interurbanas e passarão a ter tarifa local.
A atualização começa em 10 de maio para os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, abrangendo os DDDs 21, 22, 24, 27 e 28. Já no dia 31 de maio, a nova regra será implementada no Acre, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins, nos DDDs 61, 62, 63, 64, 65, 66, 67, 68 e 69.
Área local passa a seguir o DDD
A mudança altera a estrutura histórica do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), que tradicionalmente utilizava limites municipais para definir áreas locais. Agora, a área local passará a seguir diretamente os códigos DDD.
Na prática, consumidores poderão fazer chamadas entre cidades do mesmo DDD pagando tarifa local e sem necessidade de utilizar o prefixo de longa distância.
No Espírito Santo, por exemplo, os municípios do DDD 27 passarão a integrar uma única área local. Assim, uma ligação fixa entre Mucurici e Vitória deixará de ser tarifada como interurbana.
Segundo Joselito dos Santos, especialista em regulação da Anatel, a medida aproxima a telefonia fixa do modelo já utilizado na telefonia móvel.
“A implementação das novas áreas locais levará à convergência da telefonia fixa com a telefonia móvel, simplificando processos e facilitando o entendimento do usuário sobre tarifas e discagem”, afirmou.
Consumidores devem atualizar agenda telefônica
A Anatel orienta os usuários a revisarem suas agendas de contatos e removerem o prefixo de longa distância das chamadas entre cidades que passarão a integrar a mesma área local.
Com a atualização, bastará discar diretamente o número do telefone fixo de destino quando a ligação ocorrer dentro do mesmo DDD.
Telefonia fixa ainda possui milhões de usuários no Brasil
Apesar da queda no uso da telefonia fixa nos últimos anos, o Brasil ainda possui cerca de 19,4 milhões de linhas ativas. A Anatel destaca que o serviço continua importante para empresas e municípios afastados dos grandes centros urbanos.
Atualmente, o país possui mais de 4 mil áreas locais na telefonia fixa. Após a conclusão da migração, esse número será reduzido para apenas 67 áreas, alinhando a estrutura da telefonia fixa à organização da telefonia móvel brasileira.
O cronograma oficial da mudança foi aprovado pelo Acórdão nº 202, publicado em agosto de 2025 pela agência reguladora.



