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Desmatamento na Amazônia registra maior queda da década e evita 2,2 bilhões de toneladas de CO₂

Alertas de desmatamento caíram 37,2% no atual ciclo de monitoramento, segundo dados do INPE

A Amazônia registrou uma forte redução nos alertas de desmatamento no atual ciclo de monitoramento. Dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apontam que a área sob alerta entre agosto de 2025 e junho de 2026 caiu 37,2% em relação ao mesmo período anterior.

Nos 11 primeiros meses do calendário de monitoramento 2025/2026, foram registrados 2.485,90 km² de alertas na Amazônia, contra 3.959,98 km² no ciclo anterior. Apenas em junho de 2026, a área sob alerta foi de 297,26 km², uma redução de 35% na comparação com junho de 2025, quando foram registrados 457,61 km².

O resultado também coloca a região próxima de alcançar o menor volume de alertas da série histórica do Deter, iniciada em 2016. Uma projeção divulgada em julho indicava que, caso a tendência de queda continuasse, o ciclo poderia terminar com aproximadamente 2.900 km² de alertas, abaixo dos níveis registrados nos anos anteriores.

A redução representa um avanço importante para o combate às mudanças climáticas. A preservação da floresta contribui para evitar a liberação de grandes quantidades de dióxido de carbono (CO₂), além de ajudar na manutenção dos estoques de carbono, da biodiversidade e do equilíbrio climático da região.

O resultado é associado ao fortalecimento das ações de fiscalização e controle do desmatamento. Para pesquisadores do IPAM, a queda demonstra que políticas públicas consistentes podem produzir resultados concretos na redução da destruição da floresta.

Apesar do cenário positivo, especialistas alertam que a redução dos avisos não significa que a Amazônia esteja protegida. Incêndios florestais, degradação, garimpo, exploração ilegal de madeira e os efeitos das mudanças climáticas continuam representando ameaças ao bioma.

Também é importante diferenciar os alertas do Deter das taxas oficiais de desmatamento. O sistema foi criado para fornecer informações rápidas que auxiliem a fiscalização e, por sua metodologia, seus dados indicam tendências de supressão da vegetação, não constituindo diretamente a taxa anual consolidada de desmatamento.

O desempenho observado na Amazônia reforça, portanto, a importância do monitoramento por satélite e da fiscalização contínua para reduzir a pressão sobre a floresta e limitar as emissões associadas à perda de vegetação.

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