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Falha em carteiras Coldcard é associada ao roubo de US$ 88,6 milhões em Bitcoin

Pesquisadores apontam vulnerabilidade na geração de sementes de recuperação; fabricantes recomendam criar novas carteiras e transferir os fundos imediatamente

Uma falha crítica identificada nas carteiras físicas Coldcard foi associada ao roubo de aproximadamente US$ 88,6 milhões em Bitcoin, segundo pesquisadores de segurança. A vulnerabilidade afetou o processo de geração das sementes de recuperação (seed phrases) em determinadas versões do firmware, permitindo que criminosos previssem essas chaves e esvaziassem carteiras comprometidas. O problema está relacionado a ataques registrados no fim de julho e início de agosto de 2026.

De acordo com análises conduzidas por especialistas e pela Galaxy Research, os ataques ocorreram em múltiplas ondas e atingiram mais de mil carteiras. A exploração envolveu versões vulneráveis do firmware da Coldcard, que geravam frases de recuperação com entropia insuficiente em determinadas circunstâncias, tornando possível que invasores reconstruíssem as chaves privadas sem acesso físico ao dispositivo.

A fabricante Coinkite, responsável pelas carteiras Coldcard, confirmou a existência do problema e disponibilizou uma atualização de firmware. No entanto, a empresa alerta que instalar apenas a atualização não é suficiente para quem gerou a carteira utilizando versões vulneráveis. Nesses casos, é necessário criar uma nova seed phrase com o firmware corrigido e transferir imediatamente todos os bitcoins para a nova carteira, pois a vulnerabilidade permanece vinculada à frase de recuperação originalmente criada.

A empresa também informou que usuários que criaram suas carteiras utilizando métodos adicionais de geração de entropia, como dezenas de lançamentos de dados físicos, não são afetados por essa vulnerabilidade específica. Ainda assim, recomenda que qualquer usuário com dúvidas migre seus fundos como medida preventiva.

Especialistas destacam que o incidente representa um dos maiores casos recentes envolvendo carteiras físicas de criptomoedas e reforça a importância de auditorias independentes em softwares responsáveis pela geração de chaves criptográficas. Também recomendam que usuários mantenham o firmware atualizado, acompanhem comunicados dos fabricantes e utilizem fontes confiáveis de entropia durante a criação de novas carteiras para reduzir o risco de comprometimento futuro.

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