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Adobe corrige falha crítica CVSS 10 no Campaign Classic que permite execução de código sem interação

Vulnerabilidade CVE-2026-48449 pode ser explorada remotamente sem qualquer ação da vítima; atualização também corrige falha de injeção de SQL

A Adobe lançou uma atualização de segurança para corrigir uma vulnerabilidade crítica no Adobe Campaign Classic, plataforma corporativa de automação de marketing. Identificada como CVE-2026-48449, a falha recebeu pontuação máxima de 10,0 na escala CVSS e pode permitir a execução arbitrária de código sem qualquer interação do usuário.

Segundo a Adobe, o problema está relacionado a uma falha de autorização incorreta, que pode ser explorada remotamente para executar código no contexto do usuário atual. Como não exige que a vítima clique em links, abra arquivos ou realize qualquer outra ação, a vulnerabilidade representa um risco elevado para ambientes corporativos que utilizam a plataforma.

A atualização também corrige a CVE-2026-48448, classificada com CVSS 8,6, causada por uma vulnerabilidade de injeção de SQL. A exploração dessa falha pode permitir a leitura arbitrária de arquivos armazenados no sistema comprometido, ampliando o impacto de um eventual ataque.

As correções estão disponíveis para o Adobe Campaign Classic v7, na versão 7.4.3 build 9398, para ambientes Windows e Linux. A Adobe recomenda que organizações que utilizam versões anteriores realizem a atualização imediatamente, principalmente em instalações expostas à internet ou integradas a sistemas corporativos.

Além do Campaign Classic, a empresa publicou atualizações para o Adobe Bridge, corrigindo oito vulnerabilidades críticas que podem resultar em elevação de privilégios ou execução arbitrária de código, reforçando a necessidade de manter todo o ecossistema Adobe atualizado.

Até o momento, a Adobe afirma não ter conhecimento de exploração ativa das vulnerabilidades em ambientes reais. Ainda assim, especialistas alertam que falhas com classificação CVSS 10 costumam ser rapidamente incorporadas por grupos especializados em ransomware e espionagem digital após a divulgação pública dos detalhes técnicos. A recomendação é aplicar os patches o quanto antes e revisar os ambientes para identificar possíveis sinais de comprometimento.

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