
A Samsung Electronics divulgou resultados financeiros acima das expectativas do mercado, impulsionada pela forte demanda por chips de memória voltados à inteligência artificial (IA). O desempenho da divisão de semicondutores levou a empresa a registrar lucro e receita recordes no segundo trimestre de 2026, consolidando o boom da infraestrutura global de IA.
Segundo o balanço, o lucro líquido alcançou 71,6 trilhões de won (cerca de US$ 49,6 bilhões), um crescimento de quase 1.300% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita também bateu recorde, chegando a 171,5 trilhões de won, superando as projeções dos analistas.
O principal motor desse crescimento foi a divisão de chips de memória, especialmente os produtos de alta largura de banda (HBM), utilizados em aceleradores de IA e data centers. A demanda elevada por esse tipo de componente fez a oferta permanecer restrita, impulsionando preços e ampliando a rentabilidade da fabricante sul-coreana.
Durante a apresentação dos resultados, executivos da Samsung afirmaram que a escassez global de chips de memória deverá continuar até 2028. A empresa informou que entre 60% e 70% de sua capacidade de produção já está comprometida por contratos de longo prazo firmados com grandes operadores de data centers de inteligência artificial, enquanto negocia novos acordos com outros clientes estratégicos.
A companhia também anunciou que pretende ampliar sua capacidade produtiva nos Estados Unidos, com o início da construção de uma segunda fábrica de semicondutores no Texas até o fim de 2026. Paralelamente, a Samsung reforçou sua parceria com a Broadcom para o desenvolvimento da próxima geração de memórias HBM voltadas a aplicações de IA.
Apesar do desempenho excepcional da divisão de semicondutores, outras áreas da empresa, como smartphones e eletrodomésticos, registraram resultados mais modestos devido ao aumento dos custos de componentes. Ainda assim, a Samsung projeta que a demanda por infraestrutura de inteligência artificial continuará sustentando o crescimento da companhia nos próximos anos, à medida que empresas ampliam investimentos em data centers e computação de alto desempenho.



