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Procon-SP diz que fim da mídia física no PlayStation deve respeitar o Código de Defesa do Consumidor

Órgão afirma que decisão da Sony não é irregular, mas alerta que direitos dos consumidores não podem ser reduzidos com a transição para o formato digital

O anúncio da Sony de que deixará de lançar novos jogos em mídia física para o PlayStation a partir de 2028 continua gerando repercussão no Brasil. Em nota enviada ao Voxel, o Procon-SP afirmou que a mudança para um modelo totalmente digital não configura, por si só, uma irregularidade, desde que a empresa cumpra integralmente o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

O posicionamento foi divulgado após questionamentos sobre os impactos da decisão para consumidores brasileiros e ocorre em meio a discussões envolvendo propriedade digital, revenda de jogos e preservação de direitos adquiridos.

Direitos dos consumidores devem ser preservados

Segundo o Procon-SP, empresas têm liberdade para alterar a forma de comercialização de seus produtos, mas essas mudanças não podem retirar direitos já garantidos aos consumidores.

O órgão destaca que usuários que adquirirem jogos digitais devem manter as condições originalmente oferecidas, sem alterações posteriores nas regras de uso ou restrições impostas após a compra.

Jogos já adquiridos não podem perder funcionalidades

Outro ponto ressaltado pelo Procon-SP é que consumidores que possuem versões anteriores dos jogos não podem sofrer limitações em recursos que já estavam disponíveis antes da mudança.

Além disso, o órgão entende que a Sony deve assegurar o respeito às garantias previstas na legislação brasileira durante toda a transição para o modelo exclusivamente digital.

Debate vai além da mídia física

A decisão reacendeu discussões sobre a propriedade dos jogos digitais. Diferentemente das mídias físicas, os títulos adquiridos em formato digital normalmente funcionam como licenças de uso vinculadas à conta do usuário, o que limita práticas como revenda, empréstimo e troca entre jogadores.

Esses pontos também motivaram manifestações de parlamentares e entidades de defesa do consumidor, que defendem regras mais claras para proteger os compradores.

Caso pode influenciar o mercado

O posicionamento do Procon-SP reforça que a digitalização do mercado de games pode avançar, desde que empresas mantenham as garantias previstas no Código de Defesa do Consumidor.

A discussão poderá servir de referência para futuras mudanças na comercialização de jogos digitais e para a relação entre fabricantes, plataformas e consumidores no Brasil.

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