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Ceará envia projeto de lei para criar marco ambiental específico para data centers

Proposta estabelece regras próprias para licenciamento ambiental e busca atrair investimentos em infraestrutura digital e armazenamento de energia

O Governo do Ceará encaminhou à Assembleia Legislativa (Alece) um projeto de lei que cria um marco ambiental específico para data centers e sistemas de armazenamento de energia por baterias (SAEB). A proposta estabelece regras próprias para o licenciamento ambiental desses empreendimentos, com o objetivo de oferecer maior segurança jurídica aos investidores e adequar a legislação estadual ao crescimento da infraestrutura digital.

Na justificativa enviada ao Legislativo, o governador Elmano de Freitas afirma que os data centers passaram a ser considerados infraestrutura estratégica para a economia digital, a inovação tecnológica e a atração de investimentos de alto valor agregado.

Projeto cria cinco categorias de empreendimentos

O texto propõe uma classificação dos data centers de acordo com a potência instalada e o potencial de impacto ambiental. As categorias previstas são:

  • Micro: até 20 MW;
  • Pequeno: acima de 20 MW até 50 MW;
  • Médio: acima de 50 MW até 100 MW;
  • Grande: acima de 100 MW até 500 MW;
  • Excepcional: acima de 500 MW.

A definição dessas faixas permitirá que o processo de licenciamento seja adequado ao porte e às características técnicas de cada empreendimento.

Objetivo é acelerar investimentos

O governo estadual afirma que o novo marco regulatório busca tornar os processos de licenciamento mais previsíveis, facilitando a instalação de grandes projetos de infraestrutura digital.

A iniciativa acompanha o crescimento da demanda por data centers impulsionada pela expansão da computação em nuvem, inteligência artificial e serviços digitais, setores que exigem instalações com elevado consumo de energia e alta capacidade de processamento.

Ceará aposta em polo tecnológico

O projeto reforça a estratégia do Ceará de consolidar o estado como um dos principais polos brasileiros para instalação de data centers. A combinação entre disponibilidade de energia, cabos submarinos internacionais e projetos ligados à economia digital tem atraído investimentos de grandes empresas do setor.

Licenciamento passa a ter regras específicas

Caso seja aprovado pela Assembleia Legislativa, o projeto criará um procedimento ambiental próprio para data centers e sistemas de armazenamento de energia, diferenciando esses empreendimentos de outras atividades industriais.

A expectativa do governo é que a medida aumente a competitividade do estado na disputa por novos investimentos em infraestrutura tecnológica, ao mesmo tempo em que estabelece critérios ambientais específicos para um setor em rápida expansão.

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