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Carro elétrico faz história ao dirigir de cabeça para baixo pela primeira vez

Protótipo utiliza sistema de sucção para aderir ao teto e demonstra novas possibilidades para a engenharia automotiva

Um protótipo de carro elétrico entrou para a história ao se tornar o primeiro veículo do mundo capaz de dirigir de cabeça para baixo. A demonstração, que lembra cenas dos filmes do Batman, foi possível graças a um sistema de sucção de alta potência que mantém o automóvel preso a uma superfície superior enquanto permanece em movimento. A experiência foi realizada pela startup britânica McMurtry Automotive com o modelo McMurtry Spéirling.

O teste representa um marco para a engenharia automotiva ao demonstrar uma tecnologia capaz de gerar força de aderência suficiente para vencer a gravidade, mesmo com o veículo completamente invertido.

Tecnologia dispensa velocidade para gerar aderência

Diferentemente dos carros de competição tradicionais, que dependem da velocidade para produzir pressão aerodinâmica, o protótipo utiliza um sistema de ventiladores que cria um vácuo sob o veículo.

Esse mecanismo gera uma força de sucção capaz de manter o carro firmemente preso ao solo — ou, neste caso, ao teto da estrutura utilizada no experimento — mesmo quando está parado ou em baixa velocidade. (olhardigital.com.br)

Demonstração destaca potencial da tecnologia

Durante a apresentação, o veículo percorreu um trecho de uma plataforma especialmente construída para comprovar a eficiência do sistema.

Embora a demonstração tenha ocorrido em um ambiente controlado, ela evidencia novas possibilidades para tecnologias de estabilidade, aderência e desempenho que poderão influenciar o desenvolvimento de futuros carros esportivos e elétricos.

Modelo já é conhecido pelo desempenho

O McMurtry Spéirling já havia chamado atenção anteriormente por estabelecer recordes em provas de subida de montanha e circuitos de curta duração.

Seu conjunto elétrico entrega aceleração extremamente rápida, enquanto o sistema de sucção proporciona níveis elevados de estabilidade em curvas, independentemente da velocidade do veículo.

Aplicação comercial ainda não está nos planos

Apesar do feito impressionante, a tecnologia foi desenvolvida com foco em desempenho e pesquisa, sem previsão de utilização em veículos de produção em massa.

Ainda assim, especialistas avaliam que os avanços obtidos com sistemas ativos de controle aerodinâmico e aderência poderão contribuir para o desenvolvimento de automóveis mais seguros, eficientes e estáveis no futuro, especialmente em modelos de alto desempenho e competições automobilísticas.

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