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Meta inicia demissão de 8 mil funcionários para acelerar investimentos em IA

Reestruturação global da empresa de Mark Zuckerberg deve afetar equipes de engenharia e produto enquanto bilhões são direcionados à inteligência artificial

A Meta iniciou uma nova rodada global de demissões que pode atingir cerca de 8 mil funcionários. Segundo informações divulgadas pela Bloomberg e veículos internacionais, a medida faz parte de uma ampla reestruturação interna focada na expansão das operações de inteligência artificial da companhia.

Os desligamentos começaram pelas equipes localizadas na Ásia e devem alcançar funcionários nos Estados Unidos, Europa e outras regiões nos próximos dias. As áreas mais afetadas incluem engenharia, produto e setores administrativos.

De acordo com documentos internos obtidos pela Reuters, a empresa também pretende realocar aproximadamente 7 mil trabalhadores para projetos ligados a IA e automação, além de congelar milhares de vagas previstas anteriormente.

Em comunicado interno, a diretora de recursos humanos da Meta, Janelle Gale, afirmou que a companhia busca uma estrutura “mais enxuta, eficiente e ágil” para sustentar os investimentos massivos em inteligência artificial. A executiva destacou que equipes menores e mais autônomas serão prioridade no novo modelo operacional da empresa.

A ofensiva da Meta ocorre em meio à corrida global por liderança em IA generativa, impulsionada por empresas como OpenAI, Google e Microsoft. A companhia elevou recentemente sua previsão de investimentos em infraestrutura para IA em até US$ 145 bilhões em 2026, incluindo data centers, chips especializados e desenvolvimento de modelos próprios.

Relatos internos indicam que parte dos funcionários remanejados para áreas de IA não teve opção de recusar a mudança de função. O movimento gerou preocupação dentro da empresa sobre pressão por produtividade e adaptação acelerada às novas estratégias corporativas.

A Meta já havia realizado outras ondas de demissões nos últimos anos, especialmente após o avanço do chamado “ano da eficiência”, iniciado por Mark Zuckerberg em 2023. Agora, a inteligência artificial se tornou o principal foco estratégico da companhia, influenciando diretamente sua estrutura organizacional e decisões de investimento.

Analistas apontam que o setor de tecnologia deve continuar enfrentando cortes e reorganizações internas nos próximos anos, à medida que empresas redirecionam recursos humanos e financeiros para automação, IA generativa e infraestrutura computacional avançada.

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