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Samsung e sindicato fracassam em acordo e greve pode afetar produção global de chips

Paralisação de trabalhadores na Coreia do Sul ameaça cadeia de semicondutores e preocupa mercado de tecnologia

A Samsung enfrenta um novo impasse trabalhista na Coreia do Sul após negociações salariais com sindicatos terminarem sem acordo. A crise aumenta o risco de uma greve de grandes proporções, prevista para começar em 21 de maio, envolvendo mais de 50 mil funcionários da empresa.

O principal ponto de conflito está relacionado ao cálculo dos bônus de desempenho. O sindicato exige uma participação maior nos lucros impulsionados pelo crescimento do mercado de inteligência artificial e pela alta demanda por chips de memória. Os trabalhadores também pedem o fim do limite atual para bonificações salariais.

Segundo veículos sul-coreanos, a paralisação pode durar até 18 dias e afetar diretamente a produção global de semicondutores da Samsung, principalmente memórias DRAM e NAND utilizadas em servidores de IA, smartphones e computadores. Analistas alertam que uma interrupção prolongada pode elevar os preços de componentes eletrônicos no mercado internacional.

A Samsung afirmou que continuará tentando negociar para evitar o “pior cenário”, enquanto investidores acompanham com preocupação os impactos da crise nas ações da companhia. Em alguns momentos, os papéis da empresa chegaram a registrar forte queda após o fracasso das negociações.

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