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EUA testam drones capazes de neutralizar atiradores em escolas em menos de 1 minuto

Tecnologia usa drones com spray de pimenta, câmeras e resposta automatizada para conter ataques antes da chegada da polícia

Escolas dos Estados Unidos começaram a testar um novo sistema de drones de segurança projetado para responder rapidamente a ataques armados em ambientes escolares. A tecnologia promete localizar e neutralizar atiradores em menos de um minuto, antes mesmo da chegada da polícia ao local.

O projeto, chamado “Campus Guardian Angel”, será implementado inicialmente em distritos escolares da Flórida. Os drones ficam armazenados em caixas de segurança dentro das escolas e podem ser acionados em poucos segundos após a ativação de botões silenciosos de emergência.

Segundo os desenvolvedores, os equipamentos são operados remotamente por equipes especializadas e transmitem imagens em tempo real para policiais e socorristas. Além de monitoramento aéreo, os drones utilizam recursos não letais, como projéteis de spray de pimenta, sirenes, luzes de distração e ferramentas para quebrar vidros e acessar salas bloqueadas.

A empresa responsável afirma que o sistema consegue iniciar resposta em até 15 segundos, enquanto o tempo médio de chegada da polícia costuma ultrapassar três minutos em muitos casos. O objetivo é ganhar tempo crítico durante ataques em massa e reduzir o número de vítimas.

O debate ganhou força nos EUA após sucessivos massacres em escolas norte-americanas. Dados do K-12 School Shooting Database apontam centenas de incidentes armados registrados nos últimos anos em instituições de ensino do país.

Especialistas em segurança pública afirmam que drones podem oferecer vantagem tática ao localizar rapidamente o agressor e fornecer informações em tempo real para equipes policiais. No entanto, críticos alertam para riscos relacionados à automação da segurança, falhas operacionais e possíveis problemas éticos envolvendo uso de tecnologia armada em escolas.

O projeto-piloto será financiado pelo governo da Flórida com investimento inicial de cerca de US$ 557 mil. Caso os testes sejam considerados bem-sucedidos, a tecnologia poderá ser expandida para outras regiões dos Estados Unidos.

Além das escolas, o Pentágono e órgãos federais norte-americanos também ampliaram testes recentes envolvendo sistemas antidrone e tecnologias automatizadas de segurança aérea.

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