
A Algar Telecom apresentou resultados positivos no primeiro trimestre de 2026, com destaque para o forte crescimento da geração operacional de caixa e avanço das receitas no segmento móvel corporativo (B2B). A companhia segue apostando em eficiência operacional, expansão da fibra óptica e fortalecimento dos serviços empresariais.
Segundo o balanço financeiro divulgado pela empresa, a geração operacional de caixa atingiu R$ 302,5 milhões no período, representando crescimento de 46,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pela melhora operacional, redução de investimentos e maior disciplina financeira.
A receita líquida total da operadora chegou a R$ 735,7 milhões, avanço de 2,1% na comparação anual. O segmento corporativo (B2B) somou R$ 476,3 milhões, enquanto a unidade voltada ao consumidor final (B2C) alcançou R$ 259,3 milhões.
O principal destaque dentro do B2B foi a receita de serviços móveis, que cresceu 48,8% no trimestre. A Algar também registrou avanço de 3,6% nas receitas de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação), reforçando a estratégia de ampliar atuação em soluções digitais para empresas.
Já no segmento residencial, o crescimento foi sustentado principalmente pela expansão da banda larga em fibra óptica (FTTH). A receita desse serviço avançou 8,3% no período, refletindo aumento da base de clientes, maior adoção de planos de alta velocidade e crescimento do ticket médio.
O EBITDA ajustado da companhia atingiu R$ 308,4 milhões, alta de 5,6%, com margem EBITDA de 41,9%, demonstrando melhora de eficiência operacional. Ao mesmo tempo, os investimentos (Capex) caíram 25,8%, totalizando R$ 90,2 milhões no trimestre.
Apesar da evolução operacional, a Algar ainda fechou o trimestre com prejuízo líquido de R$ 54,5 milhões. Mesmo assim, o resultado representa redução de 38,4% em relação às perdas registradas no mesmo período de 2025.
A empresa também reduziu sua dívida líquida para R$ 2,74 bilhões e manteve estabilidade no índice de alavancagem financeira, que ficou em 2,27 vezes o EBITDA.
Sob nova liderança executiva, a Algar afirmou que entrou em uma “segunda fase” da estratégia operacional, focada em evolução do mix de receitas, ganho adicional de produtividade e consolidação de um modelo mais ágil e resiliente.



