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Crescimento do e-commerce esconde perda de dinheiro dentro das operações

Com US$ 6,88 trilhões projetados para 2026, falhas na execução já comprometem prazo, conversão e margem em grandes varejistas

O e-commerce cresce em volume, mas parte desse crescimento não chega ao resultado. Em operações de grande escala, erros de execução passaram a consumir margem de forma silenciosa. Pedido que não sincroniza, prazo que não fecha, informação que não bate. O problema não está na venda. Está no que acontece antes e depois dela.

Na Electrolux, esse impacto já era visível. Etapas desconectadas ao longo da operação geravam erros recorrentes e atrasos logísticos que afetavam a experiência do cliente e pressionavam a eficiência. A reestruturação conduzida pela Quality Digital mudou essa lógica ao reorganizar a operação a partir da integração entre canais, dados e processos. A empresa passou a operar de forma conectada em oito países, com presença em 18 sites e 34 marketplaces, além de reduzir em dois dias o prazo médio de entrega.

O padrão se repete em outros segmentos. Na Melitta, a reorganização da operação digital destravou crescimento de 276% nas vendas online em seis meses e elevou o ticket médio em 53%. Na Levi’s, a conexão entre dados, mídia e CRM resultou em crescimento de 80% na receita faturada e aumento de 63% na média de pedidos. Na Decathlon, ajustes na jornada digital e maior consistência entre canais elevaram a conversão mobile em 14,5% e reduziram o abandono de carrinho.

Os casos apontam para um mesmo diagnóstico. O desempenho no e-commerce deixou de depender apenas de aquisição e investimento em mídia e passou a ser determinado pela capacidade de executar a operação com consistência, estrutura robusta e segura. Quando a base funciona, o crescimento se traduz em resultado. Quando não funciona, o aumento de volume amplia erro, custo e perda de margem.

“O problema deixou de ser vender online e passou a ser sustentar a operação com eficiência antes e depois da venda”, afirma Roberto Ave Faria, diretor comercial da Quality Digital. O avanço do digital ampliou a complexidade da operação. Empresas expandiram canais, aumentaram presença e elevaram o volume de pedidos, mas mantiveram estruturas fragmentadas para sustentar essa jornada. A consequência aparece em pontos críticos do negócio. Prazos mais longos, inconsistência de dados, retrabalho e perda de controle sobre a operação.

Esse movimento ganha ainda mais relevância no contexto atual do setor, em eventos como o VTEX Day 2026, onde a Quality Digital marca presença com grandes nomes do commerce brasileiro e global em uma vitrine viva dentro do seu estande. O debate deixa de estar centrado apenas em crescimento e passa a incorporar a capacidade das empresas de transformar volume em resultado.

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