CiberSegurançaNews
Tendência

Black Hat USA 2025: Inteligência Artificial Assume o Centro do Palco da Cibersegurança

Direto de Las Vegas: Altevir Jr Cobre os Destaques da Black Hat USA 2025

A Black Hat USA 2025, realizada de 2 a 7 de agosto em Las Vegas, reforçou seu papel como um dos principais eventos de cibersegurança do mundo. Em sua 28ª edição, o encontro destacou a inteligência artificial como tema central — tanto como aliada quanto como ameaça. O colunista Altevir Jr esteve presente e acompanhou palestras, demonstrações e debates que evidenciaram os desafios e avanços no cenário digital atual.

Entre os diversos momentos marcantes da conferência, um dos mais impactantes foi registrado por Altevir Junior em seu artigo:

Os Perigos e Desafios da Cibersegurança Atual
​A palestrante, uma jornalista que cobriu o tema por mais de uma década, destaca que a cibersegurança não é apenas uma questão técnica, mas de impacto social e humano. Ela compartilha sua experiência de transição de uma jornalista financeira para a área de cibersegurança, percebendo que a dinâmica de colocar um produto no mercado rapidamente, sem se preocupar com os riscos, era semelhante em ambos os campos.
​A palestra é um relato da escalada das ameaças cibernéticas, desde ataques com o intuito de roubar propriedade intelectual, até o uso de ciberarmas para fins geopolíticos. Ela menciona vários “primeiros” ao longo de sua década de cobertura:
​Ataques de estados-nação: O primeiro ataque público da China a empresas como o Google, e o uso de ciberarmas para desestabilizar o mundo físico, como visto no ataque à usina nuclear do Irã.
​Novas formas de guerra: A palestrante destaca como o ransomware, a desinformação e a influência digital se tornaram ferramentas de guerra e intimidação. Ela cita o caso do ataque à empresa Rio Tinto na Sérvia, onde a desinformação russa causou um prejuízo bilionário e impediu a conclusão de um projeto de mineração de lítio.
​Ameaças contra a infraestrutura: Os ataques passaram a atingir infraestruturas críticas como usinas de energia, sistemas de saúde e redes de transporte. Ela lembra de casos onde pacientes morreram devido à indisponibilidade de sistemas hospitalares após ataques de ransomware, enfatizando o custo humano do problema.
​Estratégias de espionagem: A palestrante revela o uso de ferramentas de vigilância, como spyware, contra jornalistas e ativistas de direitos humanos. Ela também menciona a coação de estudantes chineses em universidades americanas para fornecerem dados de pesquisas em IA ao governo chinês.
​A Era da IA e a Resposta Necessária
​A palestrante descreve a cibersegurança atual como um momento crítico. Ela aponta que os ataques estão se tornando híbridos, combinando ataques digitais com desinformação, e estão sendo pré-posicionados para uso em um possível conflito futuro (como com Taiwan). Ela cita o uso crescente da IA por criminosos para automatizar ataques, negociar resgates e desenvolver malwares mais eficazes.
​Apesar de reconhecer o potencial da IA para a defesa, ela alerta para o perigo de perder a “compreensão da dívida” do código e dos sistemas, o que pode tornar as falhas irreversíveis.
​O discurso termina com um chamado à ação, enfatizando a importância da colaboração entre os setores público e privado e a necessidade de coragem para denunciar e combater as ameaças, mesmo quando a pressão para se calar é grande. Ela conclui com uma história pessoal, onde um ataque de ransomware a um sistema de resgate em uma montanha a fez sentir, de forma visceral, que não existe mais “offline” e que a única saída é através da coragem

Altevir Junior

Executivo especialista em CyberSecurity

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo