
O governo federal definiu o silício e as terras raras como prioridades máximas da nova Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A decisão foi aprovada nesta quinta-feira (5), durante a primeira reunião do conselho responsável pela industrialização desses recursos.
Ao todo, 27 substâncias foram classificadas em três níveis de prioridade, considerando sua importância econômica, tecnológica e estratégica para o Brasil.
Na categoria de maior prioridade estão nove grupos de minerais: terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício e urânio.
Esses materiais são utilizados na fabricação de semicondutores, baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos e tecnologias relacionadas à geração de energia.
A estratégia busca reduzir a dependência brasileira de produtos industrializados importados e estimular a transformação dos recursos minerais dentro do próprio país.
O governo pretende ampliar o acesso a mecanismos de financiamento e incentivos industriais para projetos que envolvam esses materiais. Entretanto, a classificação não garante automaticamente a liberação de recursos.
Entre os instrumentos previstos está um fundo garantidor que poderá receber até R$ 2 bilhões em aportes federais, destinado a facilitar o financiamento de atividades do setor mineral.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços terá 15 dias para apresentar uma proposta de cadeias produtivas prioritárias.
A iniciativa ocorre em meio ao crescimento da demanda global por componentes utilizados em inteligência artificial, data centers e tecnologias de energia limpa.
Com a nova política, o Brasil busca ampliar sua participação na cadeia internacional de tecnologia, avançando da extração de matérias-primas para atividades de processamento e industrialização.



