
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) divulgou seu balanço de seis anos de atuação e apresentou 19 iniciativas regulatórias voltadas à proteção de informações pessoais e à segurança digital no Brasil.
Do total, 16 iniciativas estão em andamento, duas foram concluídas ou encerradas e uma ainda não foi iniciada.
Entre as prioridades estão a regulamentação do uso de dados pessoais em sistemas de inteligência artificial, o reconhecimento facial, a proteção de informações sensíveis e a definição de padrões mínimos de segurança para empresas e organizações.
A agência também ampliou suas responsabilidades sobre a proteção de crianças e adolescentes na internet, incluindo mecanismos de verificação de idade e fiscalização de plataformas digitais.
Outro destaque é o crescimento das notificações de incidentes de segurança. Entre janeiro e setembro de 2026, a ANPD recebeu 423 comunicações, contra 321 no mesmo período de 2025, aumento de aproximadamente 32%.
Desde 2021, foram registradas 1.964 comunicações de incidentes envolvendo dados pessoais.
O balanço também aponta avanços na aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com a elaboração de regulamentos, orientações e processos de fiscalização.
Em 2026, a ANPD consolidou sua transformação em agência reguladora federal, ampliando sua autonomia e suas competências sobre o ambiente digital.
A expectativa é que as novas regulamentações estabeleçam critérios mais claros para o uso de inteligência artificial, tratamento de dados biométricos e proteção das informações dos brasileiros.



