
Uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Uppsala, na Suécia, demonstrou capacidade de identificar infartos graves e apontar qual artéria do coração está obstruída.
O sistema utiliza dados de eletrocardiogramas para reconhecer sinais de bloqueio coronariano, inclusive em situações nas quais as alterações típicas de um infarto não aparecem claramente no exame.
A tecnologia foi treinada com mais de 540 mil eletrocardiogramas, obtidos de aproximadamente 225 mil pacientes. Os resultados também foram avaliados com dados de pacientes atendidos pelo Instituto do Coração (InCor), em São Paulo.
Nos casos em que o exame apresentava sinais clássicos de infarto, a inteligência artificial alcançou 96% de acerto. Já nas situações mais difíceis de identificar, o índice chegou a 82%.
O avanço pode ajudar equipes médicas a reconhecer rapidamente pacientes que precisam de cateterismo urgente, reduzindo atrasos no atendimento.
A tecnologia ainda está em fase experimental. Os pesquisadores pretendem ampliar os testes em condições reais, e sua utilização clínica no Brasil dependerá de aprovação regulatória.
O sistema foi desenvolvido para auxiliar os profissionais de saúde, sem substituir o diagnóstico médico.



