
A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) avançou na discussão sobre o uso de frequências para serviços de comunicação direta entre satélites e celulares, conhecidos como Direct-to-Device (D2D).
A tecnologia permite que aparelhos compatíveis estabeleçam conexões com satélites sem depender exclusivamente de antenas convencionais de telefonia móvel.
O objetivo é ampliar a cobertura em regiões rurais, áreas remotas e locais onde a instalação de infraestrutura terrestre enfrenta dificuldades técnicas ou econômicas.
A expansão também pode beneficiar serviços de emergência, especialmente durante desastres naturais que provoquem interrupções nas redes tradicionais.
Um dos principais desafios regulatórios é garantir que as transmissões via satélite não provoquem interferências prejudiciais aos serviços que já utilizam o espectro de radiofrequências.
A discussão ocorre em um momento de crescente interesse das operadoras e empresas espaciais em oferecer conectividade diretamente aos smartphones.
O avanço regulatório não significa que o serviço esteja automaticamente disponível para todos os aparelhos. A operação depende de autorizações, compatibilidade tecnológica e acordos comerciais.
A iniciativa pode influenciar o desenvolvimento de regras semelhantes em outros mercados, incluindo o Brasil, onde a conectividade via satélite também ganha espaço nas discussões sobre expansão da cobertura móvel.
A decisão, tomada em 29 de outubro, prevê uma consulta pública sobre a inclusão de quase 482 MHz de espectro para conexões D2D. A proposta ampliaria de cinco para 13 as faixas elegíveis para esse tipo de serviço.
A iniciativa poderá beneficiar empresas de conectividade por satélite, mas enfrenta resistência de operadoras americanas, preocupadas com possíveis interferências nas redes 5G, especialmente nas faixas de 2,5 GHz e 3,45 GHz.
As frequências ainda não foram liberadas definitivamente. A FCC deverá analisar as contribuições recebidas antes de estabelecer as regras finais.



