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iPhone Ultra pode ultrapassar R$ 30 mil no Brasil e se tornar o smartphone mais caro da história da Apple

Primeiro iPhone dobrável deve ser apresentado nesta quarta-feira e pode superar US$ 2.500 nos Estados Unidos, com configurações de maior armazenamento chegando ainda mais alto. No Brasil, porém, valores acima de R$ 30 mil ainda são projeções: a Apple não anunciou preço nem confirmou oficialmente o nome do aparelho.

A Apple está a poucas horas de uma das maiores mudanças na história do iPhone. Nesta quarta-feira, 9 de setembro de 2026, a companhia realiza seu evento especial “Surprise and Shine”, no Apple Park, onde é esperado o lançamento de seu primeiro smartphone dobrável.

O aparelho vem sendo chamado de iPhone Ultra, embora esse nome ainda não tenha sido confirmado oficialmente pela Apple.

E uma das maiores surpresas poderá estar no preço.

Estimativas recentes apontam que o dobrável poderá ultrapassar US$ 2.500 nos Estados Unidos, enquanto configurações com maior capacidade de armazenamento podem chegar à região dos US$ 3 mil.

No Brasil, algumas projeções já colocam determinadas versões acima dos R$ 30 mil.

É importante, entretanto, separar previsão de preço oficial: até esta terça-feira, 8 de setembro, a Apple ainda não divulgou quanto o dobrável custará no Brasil.

Reuters aponta preço superior a US$ 2.500

A proximidade do evento aumentou a consistência das informações sobre o posicionamento do aparelho.

Analistas ouvidos pela Reuters esperam um iPhone que abre como um livro e custe mais de US$ 2.500.

A expectativa é que, mesmo nesse patamar, o produto possa rapidamente conquistar uma posição importante no mercado de dobráveis graças ao tamanho do ecossistema da Apple e à base instalada de usuários do iPhone.

Outras estimativas recentes trabalham com preços iniciais entre aproximadamente US$ 2.000 e US$ 2.500, dependendo da configuração.

Para versões de armazenamento elevado, há projeções superiores a US$ 3 mil.

R$ 30 mil não é preço oficial no Brasil

Esse é o principal cuidado necessário ao interpretar a notícia.

O iPhone Ultra não possui preço brasileiro oficialmente anunciado neste momento.

Portanto, não é correto afirmar que a Apple decidiu cobrar R$ 30 mil pelo aparelho no País.

O valor surge de projeções que tentam transportar o possível preço americano para a estrutura comercial brasileira, considerando câmbio, impostos e a política de preços normalmente praticada pela Apple.

Dependendo do preço final nos Estados Unidos e da configuração escolhida, uma versão de topo realmente poderia entrar nessa faixa.

Mas somente a Apple poderá confirmar isso.

Conversão direta conta apenas parte da história

Se um aparelho custasse US$ 2.500, uma simples conversão cambial produziria um valor muito inferior aos R$ 30 mil mencionados nas projeções.

O problema é que smartphones vendidos oficialmente no Brasil não recebem preços baseados apenas na conversão do dólar.

Existem impostos, logística, estrutura comercial e a própria política internacional de precificação da fabricante.

Por isso, historicamente existe uma diferença considerável entre converter diretamente o preço americano e observar o preço oficial de lançamento de um iPhone no mercado brasileiro.

Versão mais cara pode ser a que ultrapasse R$ 30 mil

Também é importante não tratar todas as configurações como se tivessem o mesmo preço.

Rumores indicam diferentes capacidades de armazenamento, potencialmente chegando a 1 TB ou até 2 TB, dependendo da configuração que a Apple realmente apresentar.

Quanto maior o armazenamento, maior tende a ser o preço.

Assim, mesmo que a versão de entrada permaneça abaixo dos R$ 30 mil no Brasil, uma configuração de topo poderia ultrapassar essa barreira.

Tudo dependerá da tabela oficial.

Primeiro dobrável representa mudança histórica

O preço chama atenção, mas o formato do aparelho é ainda mais importante para a história da Apple.

Desde o primeiro iPhone, apresentado em 2007, o smartphone da empresa manteve essencialmente o conceito de uma única tela rígida.

O novo dispositivo rompe essa tradição.

Fechado, funcionará como um smartphone convencional.

Aberto, deverá oferecer uma área próxima à de um pequeno tablet.

Tela interna pode chegar perto de 8 polegadas

As informações mais recorrentes apontam para uma tela externa OLED de aproximadamente 5,5 polegadas.

Ao abrir o dispositivo, o usuário teria acesso a uma tela OLED interna de cerca de 7,7 a 7,8 polegadas.

Isso coloca o aparelho próximo da experiência oferecida por um tablet compacto.

A Apple também deverá adaptar o iOS para aproveitar melhor esse espaço.

Dois aplicativos lado a lado

Uma das possibilidades mais importantes será o multitarefa.

O sistema poderá permitir que o usuário execute dois aplicativos simultaneamente, lado a lado.

Interfaces com barras laterais e elementos inspirados no iPad também são esperadas.

Esse ponto será crucial.

Um dobrável muito mais caro precisa oferecer benefícios que vão além da capacidade de dobrar fisicamente a tela.

O software terá de justificar a área adicional.

Vinco da tela virou obsessão da Apple

Um dos maiores desafios dos smartphones dobráveis é o vinco criado na região onde a tela flexiona.

A Apple teria investido pesadamente em reduzir sua visibilidade.

O resultado esperado não é necessariamente uma tela completamente sem vinco, mas uma solução em que ele seja significativamente menos perceptível.

A dobradiça também teria recebido atenção especial para melhorar durabilidade.

Pode ser o iPhone mais fino já produzido

Quando aberto, o aparelho deverá ser extremamente fino.

Rumores apontam para algo próximo de 4,5 milímetros em cada metade.

Fechado, naturalmente, a espessura praticamente dobra.

Essa busca por dimensões reduzidas também obrigou a Apple a fazer escolhas incomuns.

Uma delas poderá envolver o sistema biométrico.

Touch ID pode retornar

O primeiro iPhone dobrável poderá abandonar o Face ID.

A razão não seria uma mudança estratégica contra o reconhecimento facial, mas uma limitação física.

Os componentes necessários ao sistema TrueDepth ocupam espaço.

Em um dispositivo extremamente fino, cada milímetro importa.

Por isso, o aparelho deverá utilizar Touch ID integrado ao botão lateral, solução semelhante à adotada em alguns modelos de iPad.

Seria um retorno importante da autenticação por impressão digital ao topo da linha iPhone.

Câmeras também podem sofrer concessões

Outra consequência da espessura reduzida deverá aparecer no conjunto fotográfico.

Enquanto modelos Pro tradicionais utilizam três câmeras traseiras, o dobrável poderá chegar com apenas duas principais.

As expectativas apontam para sensores Wide e Ultra Wide de 48 megapixels.

Uma lente teleobjetiva dedicada pode ficar de fora.

Isso produziria uma situação curiosa: o iPhone mais caro da linha não seria necessariamente o mais completo em fotografia.

A20 Pro de 2 nanômetros

Por dentro, o aparelho deverá utilizar o novo A20 Pro, fabricado utilizando processo de aproximadamente 2 nanômetros.

A nova geração promete melhorias de desempenho e, principalmente, eficiência energética.

Isso será importante em um dispositivo com duas telas e restrições severas de espaço interno.

O aparelho também é esperado com cerca de 12 GB de memória RAM, principalmente para sustentar multitarefa e recursos de inteligência artificial.

Bateria será dividida entre as duas metades

O formato dobrável também muda a arquitetura interna.

Em vez de concentrar toda a bateria em uma única área, a Apple deverá utilizar células distribuídas pelas duas partes do aparelho.

Estimativas apontam para capacidade total acima de 5.000 mAh, embora os números finais ainda dependam da apresentação oficial.

Autonomia será um dos pontos mais observados nos primeiros testes.

Apple chega tarde aos dobráveis

Samsung, Google, Motorola, Honor, Huawei e outras fabricantes já possuem experiência com aparelhos dobráveis.

A Apple entra em uma categoria que existe comercialmente há vários anos.

Mas esse atraso não é necessariamente acidental.

A estratégia histórica da companhia frequentemente consiste em esperar determinadas tecnologias amadurecerem antes de entrar no mercado.

Foi assim em diferentes categorias de produtos.

Agora a empresa aposta que consegue resolver alguns dos problemas que impediram os dobráveis de alcançar o mercado de massa.

Dobráveis ainda representam nicho

Apesar da enorme atenção, aparelhos dobráveis continuam representando uma parcela relativamente pequena das vendas globais de smartphones.

Preço elevado é uma das principais razões.

Durabilidade também pesa.

Consumidores acostumados com telas rígidas podem hesitar em pagar mais por uma tecnologia mecanicamente mais complexa.

A Apple terá de convencer seu público de que o ganho de produtividade e tamanho de tela justifica esse custo.

US$ 2.500 coloca o aparelho em outra categoria

Um smartphone nessa faixa deixa de competir apenas com outros celulares.

O consumidor começa a comparar o valor com:

notebooks premium;

MacBooks;

tablets profissionais;

câmeras;

computadores;

e até combinações de vários dispositivos.

No Brasil, a comparação se torna ainda mais extrema.

Se alguma configuração realmente ultrapassar R$ 30 mil, será possível comprar um smartphone convencional de alto desempenho e ainda sobrar uma quantia significativa para um notebook ou tablet.

Apple pode transformar dobrável em produto de luxo

Isso talvez faça parte da estratégia.

O primeiro dobrável não precisa necessariamente substituir imediatamente o iPhone tradicional.

Ele pode funcionar como uma nova categoria acima do Pro Max.

O nome especulado Ultra reforça essa interpretação.

Em vez de democratizar os dobráveis, a Apple poderá inicialmente transformá-los em uma espécie de produto de luxo dentro de seu ecossistema.

IDC aposta em bilhões em receita

Mesmo com preço elevado, analistas enxergam potencial.

A IDC estima que o dispositivo pode gerar mais de US$ 45 bilhões em receita para a Apple até o final de 2027.

A expectativa é que a marca consiga atrair consumidores dispostos a pagar pelo fator novidade e pelo posicionamento premium.

Isso não significa que dobráveis imediatamente dominarão o mercado.

Mas a entrada da Apple pode aumentar drasticamente a visibilidade da categoria.

Concorrência terá de reagir

Samsung é uma das empresas que mais investiu no desenvolvimento de dobráveis.

A chegada da Apple tende a aumentar a competição por:

telas mais resistentes;

dobradiças menores;

aparelhos mais finos;

melhores câmeras;

baterias maiores;

e interfaces adaptadas.

Mesmo consumidores que nunca comprarem um iPhone dobrável podem acabar beneficiados pela corrida tecnológica criada ao redor da categoria.

Evento também terá iPhone 18 Pro e Pro Max

O dobrável deverá ser a principal atração de quarta-feira, mas não estará sozinho.

A Apple também é esperada para apresentar os novos iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max.

O calendário da linha, porém, deve mudar.

Em vez de apresentar todos os aparelhos de uma vez, a companhia deverá concentrar setembro nos modelos premium.

iPhone 18 tradicional deve ficar para 2027

O iPhone 18 padrão, o iPhone 18e e uma eventual nova geração do iPhone Air são esperados apenas posteriormente, provavelmente no primeiro semestre de 2027.

Essa estratégia dividiria os lançamentos em duas janelas.

Setembro ficaria dedicado aos produtos de maior margem.

Os modelos mais acessíveis chegariam meses depois.

A mudança ajudaria a concentrar atenção no dobrável.

Primeiro grande evento da era John Ternus

Existe ainda um componente histórico.

O evento será o primeiro grande lançamento de produtos desde que John Ternus assumiu o comando da Apple em 1º de setembro, sucedendo Tim Cook, que passou para a presidência executiva do conselho.

Ternus passou boa parte de sua carreira justamente na engenharia de hardware.

Agora seu primeiro grande palco como CEO poderá apresentar a maior transformação física do iPhone em quase duas décadas.

Inteligência artificial também estará sob pressão

O desafio de Ternus não será apenas hardware.

A Apple tenta recuperar terreno na corrida da inteligência artificial.

A companhia trabalha em uma reformulação profunda da Siri e vem expandindo sua estratégia de Apple Intelligence.

Isso significa que o novo iPhone chegará em um momento em que investidores querem ver a Apple demonstrar que hardware e IA podem funcionar como uma única plataforma.

Só falta a confirmação da Apple

Há um ponto que precisa permanecer claro até o evento.

Hoje, 8 de setembro, boa parte das informações sobre o chamado iPhone Ultra ainda vem de analistas, cadeia de fornecedores, operadoras e pessoas próximas aos planos da companhia.

A Apple confirmou o evento.

Mas ainda não confirmou publicamente:

o nome iPhone Ultra;

o preço;

as capacidades de armazenamento;

o valor no Brasil;

nem todas as especificações atribuídas ao aparelho.

As respostas oficiais deverão chegar nesta quarta-feira.

R$ 30 mil é possível, mas ainda não é fato

A notícia de que o novo iPhone poderá ultrapassar R$ 30 mil no Brasil é plausível principalmente para configurações de maior armazenamento, considerando as estimativas internacionais.

Mas não existe neste momento uma tabela oficial da Apple Brasil que confirme esse preço.

A diferença é fundamental.

O que já parece praticamente certo é que o primeiro dobrável da companhia ocupará uma posição inédita dentro do portfólio.

Se as previsões internacionais se confirmarem, a Apple não estará apenas apresentando o primeiro iPhone que dobra.

Estará criando uma categoria acima do Pro Max e testando até onde seus consumidores estão dispostos a pagar pela próxima grande transformação do iPhone.

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