Aula Mais Longa da História completa 80 horas e transforma tecnologia, educação e trabalho em equipe em legado no RS
Conduzido pelo professor Matheus Boesing, desafio realizado em Três de Maio mobilizou alunos, profissionais, voluntários e parceiros tecnológicos em uma jornada dedicada ao ensino de SQL e Administração de Banco de Dados.

Três de Maio, no Noroeste do Rio Grande do Sul, tornou-se palco de uma experiência que uniu educação, tecnologia, resistência e colaboração. O professor Matheus Boesing concluiu uma jornada de 80 horas de aula, colocando o município no centro de uma iniciativa criada para buscar uma marca mundial e, ao mesmo tempo, chamar atenção para o potencial transformador da educação tecnológica.
Batizado de Aula Mais Longa da História, o projeto foi realizado em formato híbrido, reunindo participantes presencialmente e pela internet. Durante a maratona, Boesing ministrou conteúdos de Introdução a SQL e Administração de Banco de Dados, mantendo a atividade ao longo de vários dias.
Mais do que uma demonstração individual de resistência, porém, as 80 horas foram resultado de uma ampla operação construída por muitas pessoas.
Uma aula de 80 horas — e uma equipe trabalhando junto
Enquanto Boesing permanecia à frente dos alunos, uma força-tarefa atuava nos bastidores para garantir a continuidade do desafio. Profissionais e voluntários se revezaram em áreas como suporte tecnológico, acompanhamento pedagógico, comunicação, saúde, bem-estar e infraestrutura.
A gestão de todo o desafio ficou a cargo de Maidi Dalri, CEO da Topser, Google Innovator e especialista em BNCC Computação. A coordenação foi fundamental para integrar as diferentes áreas envolvidas e manter uma operação que não poderia simplesmente parar quando terminasse um expediente convencional.
Essa estrutura ajuda a dimensionar o projeto: para que um professor pudesse permanecer ensinando por 80 horas, dezenas de outras atividades precisavam continuar funcionando simultaneamente.
Nublify e AWS levaram a nuvem para dentro da experiência
A tecnologia foi um dos pilares da iniciativa. A infraestrutura digital contou com o suporte da Nublify, parceira da AWS, por meio do Zeus Desktop, responsável por disponibilizar os ambientes computacionais utilizados ao longo da jornada.
A solução permitiu que a infraestrutura necessária para as atividades práticas estivesse disponível aos participantes, reforçando também o papel da computação em nuvem em novos modelos de educação e capacitação tecnológica.
Nos bastidores, a equipe acompanhou a estabilidade da plataforma e a disponibilidade dos ambientes para garantir a continuidade da operação durante o desafio.
Para Eduardo Gross, executivo de Novos Negócios da Nublify e incentivador da iniciativa, participar do projeto teve um significado que ultrapassou a disponibilização da tecnologia.
> “Para a Nublify, apoiar a Aula Mais Longa da História é mais do que disponibilizar tecnologia. É participar de uma iniciativa que demonstra, na prática, como a nuvem pode ampliar o acesso ao conhecimento e criar novas possibilidades para a educação”, afirmou.
A presença da empresa como parceira tecnológica também colocou em prática uma das principais mensagens defendidas durante a realização do projeto: a tecnologia está nos bastidores, mas as pessoas permanecem no centro.
Tecnologia como ferramenta para transformar pessoas
O caráter simbólico da Aula Mais Longa da História também esteve na escolha do conteúdo. Em vez de uma aula convencional, a iniciativa colocou temas relacionados à tecnologia e aos bancos de dados diante de uma audiência ampliada pela transmissão digital.
SQL e Administração de Banco de Dados fazem parte de uma estrutura essencial para inúmeros serviços digitais utilizados diariamente. Ao transformar esses conteúdos em protagonistas de uma maratona educacional, o projeto também chamou atenção para a formação de novos profissionais e para a importância do conhecimento tecnológico.
A participação da Nublify e da AWS acrescentou outra camada à experiência, ao mostrar na prática como recursos de nuvem podem sustentar ambientes de aprendizagem e permitir novas formas de acesso à infraestrutura computacional.
Como sintetizou Eduardo Gross durante a iniciativa, “tecnologia é uma ferramenta poderosa quando colocada a serviço de pessoas”

Três de Maio ganha projeção com iniciativa educacional
A realização do desafio em Três de Maio também mostrou que grandes projetos de educação e tecnologia não precisam ficar restritos às principais capitais brasileiras.
Durante a maratona, uma cidade do interior gaúcho passou a receber atenção de pessoas que acompanhavam a transmissão e a evolução das horas de aula, projetando uma iniciativa regional para uma audiência muito maior.
Ao mesmo tempo, o projeto reuniu empresas, educadores, estudantes, profissionais de tecnologia e voluntários em torno de uma proposta comum.
Foi justamente esse caráter coletivo que ganhou força conforme o relógio avançava.
Cada nova hora significava não apenas mais tempo de aula para Matheus Boesing, mas também mais uma hora de operação para quem cuidava da infraestrutura, da transmissão, dos ambientes computacionais, da saúde, da comunicação e de todas as demais atividades necessárias para manter o projeto funcionando.
Muito além de um recorde
Embora a busca por uma marca reconhecida pelo Guinness World Records tenha sido um dos grandes motores da iniciativa, a Aula Mais Longa da História construiu uma narrativa que vai além dos números.
As 80 horas mostraram o que pode acontecer quando educação, tecnologia, empresas e pessoas trabalham em torno de um mesmo propósito.
Matheus Boesing foi o rosto mais visível dessa jornada, permanecendo diante dos alunos e conduzindo o conteúdo. Mas, nos bastidores, Maidi Dalri, a equipe organizadora, voluntários, parceiros e profissionais de diferentes áreas formaram a estrutura que tornou possível chegar ao final.
A Nublify, com o Zeus Desktop e sua parceria com a AWS, representou justamente a camada tecnológica dessa engrenagem: uma infraestrutura que deveria funcionar sem ocupar o protagonismo da experiência.
Ao final, a mensagem deixada pelo projeto talvez seja tão relevante quanto a própria marca alcançada: grandes conquistas são construídas em equipe.
Foram 80 horas de aula, tecnologia operando continuamente, pessoas trabalhando em turnos e conhecimento sendo compartilhado.
Uma história que começou como uma tentativa de recorde e terminou deixando um legado para a educação tecnológica brasileira.



