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Apple registra melhor trimestre da história mesmo com crise global das memórias

Receita bate recorde, impulsionada por iPhones e Macs, mas empresa alerta para aumento dos custos de componentes e restrições no fornecimento de chips

A Apple registrou o melhor desempenho de sua história para um trimestre encerrado em junho, mesmo diante da crise global de fornecimento de memórias e semicondutores. A companhia encerrou o terceiro trimestre fiscal de 2026 com receita recorde de US$ 109,42 bilhões, alta de 16,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido avançou 27%, atingindo US$ 29,79 bilhões, enquanto o lucro por ação chegou a US$ 2,02.

O principal destaque foi o iPhone, cuja receita cresceu 21,7%, alcançando US$ 54,25 bilhões. A divisão de Macs também apresentou forte expansão, com alta de 28,7%, totalizando US$ 10,35 bilhões — ambos registrando seus maiores resultados para um trimestre encerrado em junho.

Apesar dos números positivos, a Apple alertou que a pressão sobre sua cadeia de suprimentos deverá aumentar nos próximos meses. Durante a teleconferência de resultados, executivos afirmaram que os custos das memórias DRAM e de armazenamento cresceram significativamente no trimestre e deverão subir novamente entre julho e setembro. Parte do impacto foi amenizada pelo uso de estoques adquiridos antes da disparada dos preços, mas esse efeito tende a desaparecer.

A empresa também informou que enfrenta restrições no fornecimento de chips produzidos em tecnologias avançadas, utilizados principalmente nos processadores da linha Mac, além da alta das memórias. Segundo a Apple, a capacidade limitada da indústria de semicondutores continuará afetando a disponibilidade de componentes para iPhones, Macs e iPads no próximo trimestre.

O cenário é consequência da forte demanda por infraestrutura de Inteligência Artificial (IA). A expansão dos data centers voltados ao treinamento e à execução de modelos de IA elevou o consumo de memórias de alto desempenho, reduzindo a oferta para fabricantes de eletrônicos e pressionando os preços em toda a cadeia global de suprimentos.

Mesmo com esses desafios, a Apple encerrou o trimestre com margem bruta de 50,1%, beneficiada parcialmente por restituições tarifárias reconhecidas no período. A companhia afirmou que continuará negociando com fornecedores para reduzir custos de outros componentes e preservar a rentabilidade de seus produtos, enquanto amplia os investimentos em inteligência artificial embarcada e infraestrutura para seus serviços.

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