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Redata é sancionado, mas setor de tecnologia cobra ajustes para reduzir custos dos data centers no Brasil

Brasscom aponta pendências na regulamentação, pede redução do ICMS e questiona aumento do Imposto de Importação sobre equipamentos.

A sanção do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata), em 15 de setembro, abriu uma nova etapa de negociações entre o governo federal e o setor de tecnologia. A Brasscom avalia que os incentivos representam um avanço, mas alerta que questões tributárias e regulatórias ainda precisam ser resolvidas para ampliar a competitividade brasileira.

Uma das principais preocupações envolve a lista de equipamentos beneficiados. Segundo Affonso Nina, presidente executivo da entidade, cinco das 25 classificações fiscais inicialmente previstas podem ficar fora do decreto regulamentador. A exclusão ainda não foi confirmada, e a Brasscom encaminhou uma nota técnica ao governo defendendo a manutenção dos itens.

Outro ponto é o Imposto de Importação. De acordo com cálculos apresentados pela entidade, mudanças tarifárias elevaram a alíquota média de aproximadamente 7% para 13% sobre equipamentos analisados. A Brasscom solicita a reversão desses aumentos.

O Redata prevê benefícios sobre determinados equipamentos importados, mas a redução do Imposto de Importação depende de condições relacionadas à existência de produção nacional equivalente.

A entidade também cobra avanços no ICMS, tributo estadual que não foi eliminado pelo programa. Uma eventual redução depende de acordo no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e de implementação pelos estados.

A regulamentação deverá esclarecer os procedimentos de habilitação das empresas e os critérios técnicos exigidos, incluindo requisitos ambientais e utilização de fontes renováveis ou de baixa emissão.

Para a Brasscom, essas definições serão fundamentais para determinar o alcance dos incentivos e sua capacidade de estimular novos investimentos em infraestrutura digital no Brasil.

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