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Meta é processada por suposto uso de IA para selecionar funcionários em demissões

Ação judicial acusa empresa de utilizar ferramentas de inteligência artificial que teriam prejudicado trabalhadores em licença médica, parental e pessoas com deficiência

A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, enfrenta uma ação judicial nos Estados Unidos após 26 funcionários e ex-funcionários alegarem que a empresa utilizou ferramentas de inteligência artificial para selecionar trabalhadores durante uma rodada de demissões em massa. Segundo a acusação, o sistema teria discriminado pessoas em licença médica, licença parental e funcionários com deficiência.

De acordo com o processo, a empresa teria recorrido a sistemas internos de IA, incluindo o modelo Metamate, além de ferramentas de monitoramento de produtividade que analisavam métricas como uso de recursos de IA, atividade em sistemas internos e desempenho dos colaboradores. Os autores afirmam que esses mecanismos não consideravam períodos de afastamento protegidos por lei, reduzindo artificialmente a avaliação de profissionais que estavam em licença autorizada.

Os trabalhadores alegam que a Meta violou leis federais e estaduais de proteção ao emprego, como normas relacionadas à licença médica e familiar, à discriminação contra pessoas com deficiência e à proteção de gestantes. O grupo pede que as demissões, previstas para avançar nas próximas semanas, sejam suspensas até que o processo seja analisado pela Justiça.

Em nota, a Meta negou as acusações e afirmou que as decisões sobre desligamentos foram tomadas por gestores humanos, e não por sistemas automatizados. A empresa também declarou que o processo não reflete a forma como conduziu sua reestruturação organizacional.

Especialistas avaliam que o caso pode se tornar um marco jurídico sobre o uso da inteligência artificial na gestão de pessoas. A ação deverá discutir até que ponto empresas podem utilizar algoritmos para apoiar decisões relacionadas a contratações, promoções e demissões, especialmente quando há risco de discriminação indireta contra grupos protegidos por lei.

O processo surge em um momento em que grandes empresas de tecnologia ampliam o uso de IA em processos internos. Caso as alegações sejam confirmadas, a disputa poderá influenciar futuras regulamentações sobre o emprego de inteligência artificial em decisões trabalhistas e estabelecer novos parâmetros para auditorias e transparência desses sistemas.

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