NewsTelecom
Tendência

Anatel consolida entendimento sobre acordos de RAN Sharing intragrupo após caso da Brisanet

Conselho Diretor autoriza compartilhamento de rede e espectro entre empresas do mesmo grupo econômico e reforça critérios para futuras operações

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) consolidou seu entendimento sobre a realização de acordos de RAN Sharing entre empresas de um mesmo grupo econômico ao aprovar uma operação envolvendo a Brisanet. A decisão reforça as diretrizes regulatórias para o compartilhamento de infraestrutura e espectro, especialmente em municípios com mais de 30 mil habitantes, enquanto mantém a dispensa de autorização prévia para localidades menores, conforme previsto na regulamentação vigente.

O caso é considerado um marco regulatório por esclarecer como a agência pretende analisar operações semelhantes daqui em diante, oferecendo maior previsibilidade para as operadoras que planejam compartilhar suas redes móveis.

Compartilhamento busca ampliar eficiência das redes

O RAN Sharing (Radio Access Network Sharing) permite que operadoras utilizem de forma compartilhada elementos da rede de acesso móvel e, em alguns casos, radiofrequências, reduzindo custos de implantação e acelerando a expansão da cobertura.

Na avaliação da Anatel, quando realizado entre empresas do mesmo grupo econômico e respeitadas as regras concorrenciais, esse tipo de acordo pode aumentar a eficiência operacional sem comprometer a competição no mercado.

Decisão traz maior segurança regulatória

Ao analisar o pedido da Brisanet, o Conselho Diretor reafirmou que operações intragrupo devem seguir os critérios estabelecidos no regulamento da agência, diferenciando situações que exigem autorização prévia daquelas já dispensadas pela norma.

Com isso, a decisão passa a servir como referência para futuras solicitações envolvendo compartilhamento de infraestrutura entre empresas pertencentes ao mesmo controlador.

Modelo ganha espaço com expansão do 5G

O compartilhamento de redes vem sendo cada vez mais utilizado pelas operadoras como forma de acelerar a implantação do 5G, ampliar a cobertura em regiões menos densas e otimizar investimentos em infraestrutura.

Além dos ganhos econômicos, o modelo pode reduzir a duplicação de equipamentos e facilitar a expansão dos serviços móveis, especialmente em áreas onde o retorno financeiro da construção de redes independentes é mais limitado.

Entendimento deve orientar novos acordos

A decisão da Anatel fortalece o ambiente regulatório para operações de compartilhamento de rede no Brasil e estabelece um precedente importante para o setor de telecomunicações.

Com critérios mais claros para acordos intragrupo, a expectativa é que novas operações possam ser analisadas com maior agilidade, mantendo o equilíbrio entre eficiência operacional, expansão da conectividade e preservação da concorrência no mercado móvel.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo