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WhatsApp acusa NSO Group de realizar novos ataques de phishing apesar de ordem judicial

Meta afirma que empresa responsável pelo spyware Pegasus continuou mirando usuários do WhatsApp com campanhas de spear phishing mesmo após proibição determinada por tribunal dos Estados Unidos.

A Meta, controladora do WhatsApp, acusou a empresa israelense NSO Group de violar uma ordem judicial ao promover novas tentativas de ataque contra usuários da plataforma. Segundo a companhia, uma recente campanha de spear phishing foi identificada e interrompida antes de causar maiores impactos, levando a empresa a pedir que a Justiça norte-americana declare a NSO em desacato.

De acordo com o WhatsApp, os ataques utilizavam técnicas de engenharia social para induzir vítimas a clicar em links maliciosos que redirecionavam para sites externos. A ação lembra campanhas anteriores associadas ao spyware Pegasus, software desenvolvido pela NSO Group e amplamente conhecido por seu uso em operações de vigilância digital.

A Meta também informou ter identificado e removido contas de teste e grupos criados dentro do próprio WhatsApp que, segundo a investigação da empresa, estavam ligados à preparação das campanhas maliciosas. A companhia afirma que essas atividades ocorreram mesmo após uma decisão judicial permanente que proibia a NSO de utilizar o WhatsApp ou sua infraestrutura para conduzir ataques.

O embate entre as empresas se arrasta desde 2019, quando o WhatsApp acusou a NSO Group de explorar vulnerabilidades da plataforma para instalar o Pegasus em aproximadamente 1.400 dispositivos de jornalistas, ativistas, defensores de direitos humanos e outras figuras de interesse. Desde então, a disputa judicial se tornou um dos casos mais emblemáticos da luta contra a indústria de spyware comercial.

Em 2025, a Justiça dos Estados Unidos determinou que a NSO Group deveria interromper definitivamente qualquer tentativa de atingir usuários do WhatsApp. Além disso, a empresa foi condenada a pagar milhões de dólares em indenizações após ser considerada responsável por atividades ilegais de invasão e espionagem digital.

A nova acusação reforça as preocupações da Meta com a atuação de empresas que desenvolvem ferramentas de vigilância digital para governos e agências de inteligência. Segundo a companhia, softwares como o Pegasus representam riscos significativos à privacidade, à segurança digital e aos direitos humanos, especialmente quando utilizados para monitorar jornalistas, opositores políticos e membros da sociedade civil.

A NSO Group, por sua vez, tradicionalmente afirma que suas tecnologias são vendidas apenas para órgãos governamentais autorizados e destinadas ao combate ao terrorismo e ao crime organizado. Entretanto, diversas investigações independentes e decisões judiciais têm apontado o uso da plataforma em operações de vigilância contra alvos civis em diferentes países.

O caso evidencia como o mercado global de spyware continua sob forte escrutínio de governos, empresas de tecnologia e organizações de defesa da privacidade, em meio ao crescimento das ameaças de espionagem digital e ao avanço de ferramentas cada vez mais sofisticadas de vigilância cibernética.

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