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Divisão de nuvem do Google passa por onda silenciosa de demissões

Cortes atingem equipes de segurança cibernética, inteligência de ameaças e profissionais da Mandiant em meio ao avanço dos investimentos em IA.

O Google iniciou uma nova rodada de demissões em sua divisão de computação em nuvem, o Google Cloud, em um movimento considerado discreto e sem anúncio público formal. Os cortes ocorreram ao longo das últimas semanas e atingiram diversas equipes, incluindo profissionais da área de segurança cibernética e da Mandiant, empresa especializada em resposta a incidentes adquirida pelo Google em 2022.

Entre os grupos impactados está o Google Threat Intelligence Group (GTIG), unidade responsável por pesquisas sobre ameaças cibernéticas, espionagem digital e atividades de grupos hackers patrocinados por Estados. Relatos de funcionários afetados começaram a surgir em redes profissionais como o LinkedIn.

O número exato de desligamentos não foi divulgado. Segundo fontes ouvidas pela imprensa internacional, a empresa está promovendo uma reorganização interna para direcionar mais recursos a áreas consideradas estratégicas, especialmente inteligência artificial.

Em nota, o Google afirmou que avalia regularmente sua estrutura organizacional para garantir alinhamento com as necessidades dos clientes e as mudanças do mercado. A empresa não confirmou quantos profissionais foram afetados nem detalhou os critérios utilizados para os cortes.

A movimentação ocorre em um momento em que gigantes da tecnologia ampliam investimentos bilionários em infraestrutura de IA, data centers e desenvolvimento de agentes inteligentes. Diversas empresas do setor têm promovido reestruturações para financiar essa nova fase tecnológica, mesmo em áreas tradicionalmente consideradas estratégicas.

Especialistas avaliam que a decisão reflete uma tendência crescente no mercado de tecnologia: a realocação de recursos humanos e financeiros para iniciativas ligadas à inteligência artificial, automação e computação avançada, enquanto setores considerados menos prioritários passam por ajustes operacionais.

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