News
Tendência

Salesforce processa Microsoft em Londres por práticas anticompetitivas envolvendo o Teams

Slack acusa integração do Microsoft Teams ao Office de limitar a concorrência e escolha dos clientes no mercado corporativo

A Salesforce, companhia que controla o Slack, entrou com uma ação contra a Microsoft no Tribunal Superior de Londres. A alegação central é que a gigante de tecnologia estaria adotando estratégias com o Teams que prejudicam a livre concorrência no setor de ferramentas de produtividade corporativa.

O processo foi registrado em 23 de abril pela Slack Technologies LLC e outras empresas vinculadas. De acordo com um representante da companhia, a iniciativa judicial foi motivada por práticas consideradas nocivas ao mercado, incluindo a venda casada e a inclusão do Teams em pacotes, o que, segundo a empresa, reduz as opções disponíveis para os consumidores.

A principal crítica gira em torno da integração do Microsoft Teams ao pacote Office. Para a Slack, essa abordagem favorece diretamente o produto da Microsoft, dificultando a competição com outras soluções similares.

Histórico da disputa entre Slack e Teams
O embate entre as empresas já vem de anos. Em 2020, a Slack apresentou uma denúncia semelhante à Comissão Europeia, argumentando que a Microsoft estaria utilizando o Office para impulsionar o Teams de maneira desleal.

Mais recentemente, no ano passado, a Microsoft firmou um acordo com reguladores europeus para evitar sanções financeiras. Como parte desse compromisso, a empresa concordou em disponibilizar versões do Office sem o Teams, além de ajustar os preços desses pacotes.

A nova ação no Reino Unido surge em um contexto mais amplo de questionamentos sobre as práticas comerciais da Microsoft. Na mesma semana, o Tribunal de Apelações da Concorrência de Londres autorizou o prosseguimento de uma ação coletiva que acusa a empresa de cobrar preços elevados de companhias britânicas pelo uso do Windows Server em serviços de nuvem de concorrentes — alegações que a Microsoft nega.

Procurada pela Reuters, a empresa ainda não comentou oficialmente o novo processo movido pela Slack.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo