CiberSegurançaNews
Tendência

Hacker é preso na operação Gênio do Mal por vender alvarás falsos e invadir sistemas da Justiça

Esquema envolvia invasão de sistemas do Tribunal de Justiça, falsificação de documentos e movimentações financeiras suspeitas

Uma ação da Polícia Civil realizada na manhã de quarta-feira (18) terminou com a prisão de dois homens em Santo Antônio de Pádua, no Noroeste Fluminense. A operação, denominada “Gênio do Mal”, apura um esquema complexo que inclui invasão de sistemas judiciais, falsificação e comercialização de alvarás de soltura, além de transações financeiras consideradas suspeitas e ligadas a práticas criminosas.

As detenções ocorreram durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão no bairro Farol, na residência do principal alvo da investigação. No local, outro homem foi preso em flagrante por fraude processual após tentar atrapalhar a operação ao destruir um celular, que poderia conter provas importantes para o caso.

Durante a ação, os policiais apreenderam diversos itens que reforçam as suspeitas contra o grupo, como uma arma de fogo com numeração suprimida, uma quantidade de maconha, anotações, um computador e uma motocicleta com indícios de adulteração. O material recolhido aponta não apenas para crimes virtuais, mas também para possível envolvimento em outras atividades ilegais.

O principal suspeito foi encontrado na casa da companheira e também acabou preso em flagrante. De acordo com a polícia, ele deverá responder por crimes como invasão de dispositivo informático, lavagem de dinheiro, estelionato, posse ilegal de arma de uso restrito e associação para o tráfico de drogas.

As investigações começaram em dezembro de 2025, após a detecção de acessos indevidos a sistemas do Tribunal de Justiça e de outros órgãos públicos. Segundo o delegado José Paulo Pires, o grupo produzia alvarás de soltura falsificados com assinaturas fraudulentas de magistrados, que eram vendidos a criminosos — incluindo traficantes — para garantir liberações ilegais.

Além das fraudes documentais, a Polícia Civil identificou movimentações financeiras fora do padrão. Aproximadamente R$ 56 mil foram bloqueados em contas relacionadas ao investigado, que teria movimentado cerca de R$ 220 mil em apenas um mês, principalmente por meio de transferências via PIX. Também há suspeitas de uso de criptomoedas para esconder a origem dos recursos obtidos ilegalmente.

Os suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam com o objetivo de identificar outros envolvidos e dimensionar o alcance das fraudes.

A Polícia Civil também destacou a importância da participação da população. Informações podem ser repassadas de forma anônima pelo WhatsApp da delegacia de Santo Antônio de Pádua.

Artigos relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo