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Nvidia, T-Mobile e Nokia testam IA física em rede 5G com processamento na borda

Parceria usa AI-RAN e RTX PRO 6000 para acelerar visão computacional e análise de vídeo em ambientes urbanos, industriais e utilities

A Nvidia anunciou nesta segunda-feira, 16 de março, uma colaboração com a T-Mobile e a Nokia para avaliar aplicações de inteligência artificial (IA) diretamente na infraestrutura AI-RAN. O projeto utiliza os servidores RTX PRO 6000 Blackwell Server Edition da Nvidia na rede da operadora americana, junto com o software anyRAN da Nokia, para processar tarefas de IA em sites celulares e centrais de comutação, sem comprometer a conectividade 5G.

O comunicado foi feito durante o GTC 2026, evento da Nvidia dedicado a novos lançamentos e pesquisas. A iniciativa também conta com a participação de empresas como Fogsphere, LinkerVision, Levatas, Vaidio e Siemens Energy.

IA distribuída para cidades, utilities e indústrias

A ideia é aproveitar a rede distribuída da T-Mobile para executar agentes de visão computacional e raciocínio capazes de atuar em ambientes urbanos, redes de serviços públicos e complexos industriais. A base do software usado nos testes é o Metropolis Blueprint for Video Search and Summarization, agente de IA especializado no processamento e análise de vídeos, desenvolvido pela Nvidia.

Processamento na borda da rede

O foco do projeto é deslocar parte do processamento de câmeras, robôs e outros dispositivos conectados para a borda da rede. Segundo as empresas, a combinação de AI-RAN com 5G standalone ajuda a reduzir problemas de latência, segurança e cobertura, que limitam a expansão da chamada IA física quando a conectividade depende apenas de redes locais. O piloto da T-Mobile utiliza tanto sua rede 5G standalone quanto o 5G Advanced.

A arquitetura prevê que tarefas computacionais mais intensas sejam processadas no ponto de borda mais próximo, diminuindo a necessidade de hardware avançado nos dispositivos finais. A Nvidia destaca que essa abordagem pode ampliar a implantação de modelos de IA em equipamentos distribuídos, transferindo parte da carga de trabalho que hoje está concentrada nos terminais.

Aplicações práticas em diferentes setores

Entre os exemplos do piloto estão: gestão urbana em San Jose, com visão computacional e gêmeos digitais para otimizar semáforos e gerenciar incidentes; inspeção automatizada de linhas de transmissão; monitoramento predial com análise de vídeo; e segurança industrial em áreas de risco operacional. Em todos os casos, a borda da rede atua como ambiente de processamento para aplicações de IA conectadas ao 5G.

Paralelamente, a Nvidia lançou a terceira versão do blueprint de busca e resumo de vídeos, que permite localizar eventos em gravações em menos de cinco segundos e resumir vídeos longos até 100 vezes mais rápido que a revisão manual. A arquitetura modular também pode ser adaptada a operações em varejo, armazéns e instalações industriais.

O anúncio reforça a tendência do setor de usar a rede móvel não apenas como transporte de dados, mas como plataforma de computação distribuída. No caso da Nvidia, a aposta é que AI-RAN e edge computing passem a dividir o protagonismo da rede com a conectividade.

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