
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou na sexta-feira (27) que todas as agências federais interrompessem imediatamente o uso da inteligência artificial Claude, desenvolvida pela empresa Anthropic. A decisão marca um ponto de tensão crescente entre o governo norte-americano e a companhia de tecnologia.
Apesar da proibição, fontes afirmam que o Comando Central dos EUA no Oriente Médio (CENTCOM) continuou a utilizar o Claude durante o ataque ao Irã no sábado (28). Segundo informações do Wall Street Journal, “comandos norte-americanos ao redor do mundo” também fizeram uso da ferramenta, empregando-a para avaliações de inteligência, identificação de alvos e simulação de cenários de conflito.
O Claude já havia sido utilizado em operações delicadas, incluindo a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro, enquanto o Pentágono negociava os termos de uso da ferramenta com a Anthropic.
A decisão de Trump foi divulgada na rede social Truth Social e representa um desdobramento de divergências sobre a autonomia da empresa na definição de como suas tecnologias podem ser utilizadas pelo governo. O presidente classificou a postura da Anthropic como um “erro desastroso”, acusando a companhia de tentar ditar como as Forças Armadas operam.
O Pentágono, por sua vez, buscava utilizar o Claude em redes classificadas e desejava expandir seu uso “para todos os fins legais”, ressaltando a importância estratégica da IA em operações militares modernas.



