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Meta processa golpistas que usam deepfakes no Brasil e na Ásia

Plataforma combate fraudes com celebridades e marcas usando inteligência artificial

A Meta anunciou ações judiciais no Brasil e na China contra grupos que empregam deepfakes para aplicar golpes e vender produtos falsos. Segundo a empresa, criminosos se passam por celebridades e marcas conhecidas para enganar usuários em plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp.

Processos no Brasil

No país, a Meta moveu ações contra quatro anunciantes acusados de utilizar imagens manipuladas por inteligência artificial para fraudar consumidores. A investigação aponta que uma operação de estelionato usou o deepfake do médico Drauzio Varella para promover produtos de saúde sem aprovação regulatória.

Além da comercialização irregular, o grupo também oferecia cursos ensinando essas técnicas fraudulentas. Drauzio Varella declarou que, embora as medidas da Meta sejam positivas, elas ainda são insuficientes diante da escala do problema.

Casos na Ásia

Na China, a Meta entrou com ação contra a Shenzhen Yunzheng Technology, acusada de se passar por celebridades para atrair pessoas a supostos grupos de investimento.

No Vietnã, a companhia Lý Van Lâm foi processada por anúncios enganosos envolvendo bolsas da marca Longchamp.

O que são deepfakes

Deepfakes são conteúdos hiper-realistas criados com inteligência artificial, capazes de reproduzir imagens e vozes de pessoas reais.

De acordo com a Meta, esse tipo de material tem sido usado para:

  • Aplicar golpes financeiros

  • Vender produtos irregulares

  • Espalhar desinformação

  • Usar indevidamente a imagem de celebridades

A empresa reforça que as ações judiciais têm o objetivo de desarticular redes organizadas que exploram suas plataformas para fraudes, protegendo usuários e figuras públicas.

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