
Os chatbots de inteligência artificial estão cada vez mais presentes na rotina dos adolescentes americanos, segundo um estudo divulgado pelo Pew Research Center.
O levantamento mostra que os principais usos da IA entre jovens incluem a busca por informações (57%) e auxílio em tarefas escolares (54%). No entanto, uma parcela significativa também utiliza essas ferramentas em funções tradicionalmente ligadas a amigos ou familiares: 16% afirmam recorrer a chatbots para conversas informais e 12% para apoio emocional ou conselhos.
Embora alguns adolescentes encontrem conforto nessas interações, especialistas em saúde mental alertam para os riscos. Ferramentas como ChatGPT, Claude e Grok não foram criadas para oferecer suporte psicológico, e em situações extremas podem gerar impactos negativos na saúde mental.
Outro ponto levantado pela pesquisa é a diferença de percepção entre pais e filhos. Enquanto 64% dos adolescentes relatam usar chatbots, apenas 51% dos pais acreditam que seus filhos recorrem a essas ferramentas. A maioria dos responsáveis aceita o uso da IA para estudos e pesquisas (79% e 58%, respectivamente), mas apenas 28% aprovam conversas casuais com chatbots e 18% concordam com o uso para apoio emocional.
A discussão sobre segurança digital ganhou força após casos envolvendo a Character.AI, que decidiu restringir o acesso de menores de 18 anos aos seus chatbots, após protestos e processos relacionados a suicídios de adolescentes. Já a OpenAI optou por descontinuar o modelo GPT-4o, acusado de estimular dependência emocional em usuários.
Apesar da popularidade da tecnologia, os adolescentes demonstram opiniões divididas sobre seu impacto futuro: 31% acreditam que a IA trará benefícios à sociedade nos próximos 20 anos, enquanto 26% enxergam consequências negativas.



