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CEO da Uber prevê substituição de motoristas por carros autônomos em até 15 anos

CEO da Uber diz que veículos autônomos podem mudar o trabalho de motoristas de aplicativo e aponta impactos no Brasil e no mundo

O CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, afirmou que a tecnologia de carros autônomos deve transformar o trabalho de milhões de motoristas nos próximos 15 anos. Em entrevista, ele destacou que, embora ainda haja uma convivência entre motoristas humanos e veículos autônomos nos próximos anos, no longo prazo as máquinas poderão se tornar melhores condutoras que os humanos, por não se distraírem e por acumularem dados de forma contínua.

“Se você pensar em 15 ou 20 anos, a máquina vai ser melhor condutora que o homem … não se distraem”, disse Khosrowshahi.

A previsão levanta questões importantes sobre emprego e renda, especialmente em mercados com grande número de motoristas de aplicativo, como o Brasil. A Uber, entretanto, tem buscado alternativas para preparar a transição, incluindo projetos que usam motoristas para treinar inteligência artificial, criando novas fontes de renda dentro da plataforma.

Tecnologia e testes de carros autônomos

Empresas parceiras, como Waymo, já operam veículos autônomos em cidades dos Estados Unidos. No final de 2025, a Uber iniciou serviços de robotaxis em Dallas, permitindo que usuários escolham viagens totalmente automatizadas em áreas específicas. A empresa também investiu mais de US$100 milhões em infraestrutura e carregamento de veículos elétricos, reforçando seu compromisso com um futuro tecnológico para a mobilidade urbana.

Impacto no Brasil e debates regulatórios

Embora os carros autônomos ainda não tenham previsão de operação em território brasileiro, a visão do CEO da Uber reforça debates sobre regulamentação, direitos trabalhistas e preparação para o futuro. Especialistas alertam que a transição será gradual, mas que políticas públicas devem considerar alternativas para motoristas que dependem exclusivamente da renda de aplicativos.

A posição de Dara Khosrowshahi mostra que o futuro da mobilidade urbana pode ter um mix crescente de motoristas humanos, veículos autônomos e novas tarefas ligadas à inteligência artificial, exigindo atenção de governos, empresas e trabalhadores para uma transição segura e planejada.

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